Primeiras Impressões – Sword Legacy: Omen

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Desenvolvido pelos estúdios brasileiros Firecast Studio e Fableware Narrative, distribuído pela Team17, Swords Legacy Omen é um jogo de RPG tático muito bem produzido e com grandes pretensões, combinando batalhas estratégicas com exploração e interessantes customizações de personagens.

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O background do jogo é baseado no conto celta sobre o Rei Artur, onde você é o comandante Uther Pendragon (pai de Arthur no conto original), um cavaleiro vingativo que em companhia de Merlin o mago druida traça uma jornada em busca da lendária espada Excalibur, até então a muito tempo perdida. Essa jornada se passa em Broken Britannia, um reino que já foi próspero, cheio de avanços alquímicos e tecnológicos, que agora se encontra fragmentado pela intriga e disputa de poder, dividido em 5 reinos: Mercia, Northumbria, Anglia, Kent e Wessex. Diante de todo esse cenário, apesar do jogo apostar em um background sólido medieval, não cativa, os personagens não possuem  um certo carisma, o próprio diretor de narrativa do jogo Arthur Protasio explica, “O design narrativo é o design do jogo. Eu não consigo pensar na história sem levar em consideração a mecânica do jogo e como eu coloco tudo junto. Se eu fizer isso, não estou desenvolvendo um jogo, estou escrevendo um livro”

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À principio fiquei bem impressionada com a qualidade gráfica do jogo o que proporciona uma agradável fluidez de movimento, das horas que joguei (das quais nem percebi passar) não houve qualquer queda de frame ou travamento de tela, o loading é bem rápido, porém o texto que aparece no loading está em letras minúsculas, e tive uma certa dificuldade de ler.

Os controles seguem o padrão de jogos RPG estratégico por turno, sua party é formada por 4 personagens que ao decorrer do jogo você libera. No total são 8 personagens jogáveis, cada qual com suas habilidades especificas, cada personagem possui 70 habilidades passivas e ativas abrindo inúmeras possibilidades de estratégia ao compor sua party, joguei com Gwen a ladra, Duanne o lanceiro, Uther o cavaleiro e Merlin o feiticeiro, ainda pode-se jogar com outros 4 personagens  Felix o padre, Fhergus o bárbaro, Flint o arqueiro (meu favorito) e Gorr o ferreiro.

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É importante posicionar e pensar na melhor estratégia a ser utilizada em cada movimento, utilizando e combinando combos de habilidade com sua party, saber se posicionar em uma batalha fará uma grande diferença, uma vez que as batalhas ocorrem por turno.

Quando não há combate, pode-se explorar o ambiente encontrando documentos que revelam e contam mais sobre os acontecimentos, pode-se coletar tesouros, resolver enigmas e descobrir alguns segredos, algumas portas ou baús só são abertos pela Gwen a ladra.

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O mapa de exploração é um pouco limitado e dificilmente algo passa por desapercebido, o que torna os segredos não tão secretos assim, o ambiente pode ser usado a seu favor, como barris explosivos ou empurrar inimigos para fora das bordas do mapa.

Há uma variedade de inimigos, desde humanos (doentes pela peste) que mais parecem zumbis até dragões (clássico de qualquer conto de medieval).

SWORD6Para quem gosta de RPG nesse estilo tático cairá como uma luva, e não se arrependerá de aventurar-se nesse indie, onde facilmente você passa mais de duas horas jogando sem nem perceber, talvez a falta de um modo on line possa desagradar e desanimar alguns jogadores, mas isso não é pré requisito para rebaixar um jogo tão bem produzido por nossos conterrâneos.

Ficha técnica:

Logo

Nós recebemos uma build para teste gentilmente cedida pelo Rafael do time de PR da Good Game Comunicação. O jogo estará disponível na Steam por R$36,99.

Acessem o site oficial https://www.swordlegacy.com/

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