ComadreCast #003 – Brincadeiras de Futebol

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Pra quem ainda não conhece, o ComadreCast é um projeto que mistura diversos podcasts com seus variados temas. À princípio nos unimos com a intenção de socializarmos com os seres que participam dos bastidores dessa podosfera, mas durante um papo e outro no Whatsapp um tema interessante surge e… BOOM!

Da discussão nasce um episódio novo.


OLHO NO LANCE… É GOOLLLLL!!! Foi, foi, foi, foi ele… Comadrecast. Reunindo o time de peso, formado por Fábio (Pow de Cast), Guilherme (Fliperama de Boteco), Senhor JM (404 Podcast), Jota (Ultra Combo Cast) e Rodrigo Estevão (Gamer Como a Gente) falam sobre futebol de um jeito diferente.

Volte com a gente nos tempos de infância e relembre o Futebol de Prego (Pregobol para os íntimos), Futebol de Botão e Futebol Gulliver. Jogue essa partida e descubra como montar uma mesa de futebol de prego, os melhores Apps para matar a saudade no celular, descubra o verdadeiro nome do futebol de botão, os tipos de bola, choque-se conosco descobrindo o preço que pode chegar um time de futebol de botão, finalmente saiba as regras do Futebol Gulliver e muito mais no decorrer dessa partida homérica entre os participantes.

Links Relacionados:

. App do Futebol de Prego
. Como fazer Futebol de Prego
. Subbuteo
. Futebolim
Foto do Campinho
. Possível criador do Futebol de Botão
. Bolas de Botão
. Loja de jogo de Botão (1)
. Loja de jogo de Botão (2)
. Cartão de Futebol de Botão
Futebol Gulliver
. Caixa Gulliver
. Gulliver Futebol de Salão

Conheça os podcasts que participaram nesse episódio

. Pow de Cast
. Fliperama de Boteco
. 404 Podcast
. Ultra Combo Cast
. Gamer Como a Gente (somos nós!)

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Resenha: I am Setsuna

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Direto do oriente

Os RPGs japoneses (ou JRPGs) foram um gênero muito prolífico nos anos 90 e início de 2000. A profusão tanto de jogos incríveis como também de fillers consolidou e saturou um pouco o mercado e o coração dos gamers. Muitos vão culpar os Call of Duties da vida pelo declínio do gênero, quando a popularização dos FPS nos consoles tirou a mira dos desenvolvedores. Outros, eu incluso, vão afirmar que na verdade foi a estagnação de ideias que impediu a sua continuidade. Temas e clichês se repetiam de forma embaralhada, jornada do herói, encontros aleatórios, vilões exagerados e mundos que seriam destruídos.

E então, os jogos começaram a vir menos do oriente para nós aqui, voltando a ser um nicho. Não obstante, houve bons jogos que chegaram na geração PS3/Xbox: série Tales, Eternal Sonata, Xenoblade (após clamor dos fãs, diga-se de passagem). Incluo aí também a série Souls, que apesar da estética ocidental, é um RPG japonês em sua alma (não do jeito que estávamos acostumados). Ainda assim, ficou aquela lacuna que carecia de preenchimento. E quando I am Setsuna foi anunciado, como uma homenagem e inspiração aos jogos de outrora, dá para imaginar o alvoroço que isso causou nos velhos fãs.

Prazer, eu sou Setsuna

A premissa do jogo é que Setsuna parte em peregrinação com seus guardiões em busca da Last Lands onde ela se tornará o sacrifício que trará paz novamente ao mundo. De tempos em tempos um sacrifício precisa fazer essa jornada para apaziguar os monstros que não param de atacar as pessoas. Mas dessa vez, é diferente, os monstros estão muito mais agressivos e atacando vilarejos.

Enquanto Setsuna reza pela o início de sua jornada, surge o mercenário mascarado chamado Endir, que tem como missão mata-la e parar com a sua peregrinação. Mas ao invés disso, por algum motivo obscuro, ele resolve acompanha-la até o fim. Ao longo da história novos personagens são agregados ao grupo, e você sabe exatamente quem são, pois eles não parecem genéricos iguais aos NPCs, além de que possuem figura na caixa de texto.

Mas não espere nada muito profundo, o desenvolvimento dos personagens é pífio. O arco deles basicamente se resume ao momento que você os recruta, sem maiores repercussões no futuro. A interação entre eles também é mínima. Infelizmente tenho que destacar a semelhança entre os personagens deste jogo com as suas “inspirações”. Endir é o tradicional protagonista silencioso. Setsuna é basicamente uma mistura de Yuna de Final Fantasy X e Collette de Tales of Symphonia (incluindo até mesmo as armas, as Chakrans). Nidr é exatamente o Auron de Final Fantasy X só que com a roupa verde. Há um personagem que é igual ao Magus de Chrono Trigger. E até mesmo um Cid (de Final Fantasy) fajuto. Lamentável.

É claro, existem sim certos clichês que são inerentes e clássicos aos RPGs e desenhos japoneses também. Mas essas semelhanças não são clichês, tampouco homenagens ou inspirações, mas pura falta de imaginação.

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O mundo de Setsuna é um lugar onde a neve nunca cessa de cair e as pessoas precisam conviver tanto com o frio quanto com os ataques de monstros. Estranhas barreiras cercam algumas regiões impedindo que as pessoas transitem livremente. Mas é um mundo pequeno demais, talvez porque se passe em uma determinada região do globo. Ao contrário dos muito RPGs, este se passa em um único continente, digamos assim. A disposição das cidades com as dungeons é estranha e bem linear. É impossível ficar perdido, o caminho até o próximo ponto de interesse é único. E não há nada para ser visto nessa rota. Depois de um bom tempo aparece uma ou outra coisa, mas nada relevante e digno de nota.

Dentro das cidades, que diga-se de passagem são muito parecidas, vemos sempre as mesmas figuras. As casas que você pode entrar (e saquear) são todas iguais e com poucos detalhes. Os vendedores são literalmente os mesmos em todas as instâncias. É como se teleportassem de cidade em cidade.

COMBO!

Vamos agora ao núcleo de um RPG, o seu sistema de batalha. Muito se falou sobre a inspiração no Chrono Trigger, e é verdade, há muitas semelhanças. Ou melhor muitos fatores idênticos.

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De cara uma semelhança é que os inimigos são vistos no mapa. Mas não da forma que alguns RPGs fazem, como o Lunar por exemplo, onde você precisa tocar no inimigo para engajar em combate, ou que eles te persigam quando tenta fugir. Assim como Chrono Trigger, os inimigos tem a sua rota de patrulha e ao chegar dentro de um raio de aproximação a batalha começa.

Os turnos entram em sucessão conforme a barra de ATB enche e de acordo com a velocidade do personagem mais rápido a barra enche. Bem tradicional e conhecido. Quando chega a sua vez, três ações podem ser tomadas: Attack, Tech (Combo) e Item. Ficando parado, sem tomar o turno (pode ser atacando ou sendo atacado também) a barra de Special vai enchendo também, podendo chegar até 3 níveis. Você gasta um ponto ao apertar o quadrado no momento exato da ação, assim acrescentando algum efeito que pode variar em benéfico para o grupo quanto maléfico para o inimigo.

Os personagens não ganham novas habilidades ao level up, mas sim equipando “spritnites”, uma espécie de “materia” igual ao Final Fantasy VII. Os spritnites são vendidos pelos magos do Magic Consortium. O pulo do gato é que você precisa dos materiais certos que os inimigos deixam ao serem derrotados. Então você os vende para esses magos e daí os spritnites são feitos. Aliás esta é a única maneira de se fazer dinheiro. Com um detalhe bem bizarro, os equipamentos (talismãs e armas) não podem ser revendidos para os vendedores.

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Depois de adquiridos, precisam ser equipados nos slots. Os slots possuem alocações de suporte ou comando, então nem todos os spritnites vão em qualquer espaço. Os personagens ganham mais slots no level up ou equipando talismãs. Os talismãs tem três efeitos: aumento de espaço, efeitos passivos benéficos e efeitos de flux. O flux é um conceito de que aleatoriamente quando um efeito de Special Power for acionado, um flux também pode ser acionado e no final da batalha pode ser permanentemente adicionado na habilidade usada. Cada habilidade pode suportar até 10 efeitos de flux ao mesmo tempo.

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Dependendo das habilidades equipadas, combos são formados entre os personagens, tal qual Chrono Trigger. Até mesmo alguns nomes vem diretamente deste jogo. Outro ponto que poderia ser interessante, mas na execução ficou um pouco aleatório, é o posicionamento dos inimigos e equipe em batalha. Os inimigos têm liberdade de trafegar pelo cenário, enquanto que o time somente se movimenta dependendo de ataques sofridos ou feitos contra os inimigos. Entretanto, isso pouco importa, você pode executar todos os ataques de qualquer distância que o inimigo sempre será acertado. O mais curioso é que dependendo de quão perto os adversários estão, até o ataque normal pode acertar mais de um. Tornando o jogo bem fácil.

Salvação?

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A música é linda. É feita de uma forma que a transição é suave e ininterrupta. O mais legal é que foi toda composta somente no piano. Combina muito bem com a paisagem nevada. Mas nem tudo são flores, é claro (como tudo nesse jogo). Fico triste em perceber que vários temas foram levantados de outros jogos clássicos, como: Final Fantasy VI, Final Fantasy VII, Chrono Trigger, Chrono Cross e por aí vai. Não compreendo exatamente o objetivo dessa estratégia. Mas a mim não evocou memória alguma, pois os momentos são desconexos. Quando se chega em Figaro Castle em FF6, é um momento épico, numa construção bem interessante de um castelo que se esconde na areia. O tema musical é incrível. Quando se chega em Floneia Citadel, com um castelo de uma sala apenas (UMA), a mesma música toca e nada acontece. O tema chega a ser irritante.

Inicialmente a arte do jogo parece bonita, mas ela se torna cansativa e repetitiva entre as poucas cidades e dungeons disponíveis. Os inimigos basicamente são os mesmos com cores diferentes representando um incremento de dificuldade. Com 75% do jogo tem um súbito aumento da dificuldade com um boss extremamente apelão que não representa nem um pouco os inimigos que você já vinha enfrentando. Depois volta ao normal. Todas as dungeons são idênticas, sejam as cavernas, florestas, montanhas ou ruínas. Quem jogou Final Fantasy VII, deve se lembrar de como os personagens não tinham mãos. Aqui, eles não têm pés. Os menus e interface são bem crus, assim como os efeitos sonoros. Poderiam até passar por um jogo de final de geração de Playstation 1 e início de geração de Playstation 2.

O enredo tem muitas semelhanças com Final Fantasy X. Muitas mesmo. E algumas poucas com Tales of Symphonia. Mas o pior disso é que a narrativa é fraca. Nada acontece. Diversas pontas soltas que nunca voltam a serem mencionadas. Personagens completamente mal desenvolvidos, você não se importa com ninguém. Nomes e conceitos quando não semelhantes são idênticos. Encontrar uma magia Demi fora de Final Fantasy é estranho.

Infelizmente este jogo não é a salvação que todos esperávamos, com um retorno aos bons tempos. Hoje temos um histórico de muitos anos de videogame, que chega a ser inaceitável o nível das falhas que o jogo apresenta. A mídia evoluiu muito e vários gêneros também evoluíram. Este jogo não tenta nada, ele apenas emula por imitação. O jogo foi feito por um estúdio supostamente pequeno, mas cujo dono é a Square Enix. Basta ver os créditos para ver que este não é um jogo de baixo orçamento. Outro ponto negativo, o preço. R$122 na PSN BR e US$39 na PSN US.

I am Setsuna ao tentar caminhar por entre os gigantes, mal chega nas sombras dos mesmos.

Nota: SetNota (1,0 / 5,0)


PS: Pela primeira vez em uma resenha deixo um post scriptum. Creio que muitos podem achar que sou um hater ou apenas muito severo. Mas não é verdade. O JRPG é um gênero muito amado por mim. É definitivamente um dos meus preferidos senão o meu preferido. Fico sempre procurando por aquele jogo que vai trazer as mesmas sensações que eu tinha antigamente. Não estou sendo severo na minha análise, apenas escrevi à luz de todo um passado de JRPGs. E francamente, o que Setsuna faz é uma afronta. É apenas um pastiche.

Artigo: GCG Tunes #003

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Olá Amigos e Amigas Gamers! Sejam bem vindos ao GCG Tunes a nossa atração onde discutimos as músicas que embalam as nossas jogatinas.

Hoje gostaria de discutir um aspecto das músicas gamers, que na verdade envolve a fanbase. Creio não haver tanto amor pelo som como no caso da nossa querida mídia. Covers, sempre existiram. A maioria dos músicos começou emulando o seus ídolos para então firmar o seu estilo e prosseguir com o seu trabalho.

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Como também é comum artistas consagrados tocarem músicas que os inspiraram ou até mesmo em combos épicos.

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Vou pagar de velho aqui e mandar “com o advento da internet” e principalmente do Youtube, muitos talentos escondidos puderam aparecer para o mundo. Alguns cobrindo de forma simples as músicas, outros fazendo versões diferenciadas, outros ainda montando vídeos incríveis com novas interpretações e até mesmo músicas originais baseadas nos games.

Mas qual é o motivo disso?

Uma coisa que está sempre associada aos jogos é a nossa memória afetiva. E ela, por conseguinte, está atrelada aos diversos momentos épicos que passamos enquanto jogamos. E esses momentos sempre têm uma música, uma canção, um som que os acompanha. Repetir essa música nos faz lembrar daquele pedaço de tempo quentinho e confortável (e por isso também as lembranças nos pregam peças). Nos traz de volta as sensações que sentimos, sejam elas quais forem.

Entretanto reproduzir as músicas, ou alterá-las, nos faz ainda mais próximos. Nos conecta naquele instante e amplifica as nossas emoções. Eu só posso sonhar em conseguir fazer o que esses talentos conseguem, as notas que eles alcançam e as emoções que eles tocam.

Mas antes de colocar uma playlist para rolar, queria deixar aqui algumas boas almas que tocaram esse coração gamer!

Malukah – The Wolven Storm

A Malukah já era conhecida pelo seu The Dragonborn Comes, mas não é esta que gostaria de destacar. Mas a belíssima canção The Wolven Storm! Nossa! No jogo ela já era incrível, mas essa versão aqui me verteu lágrimas!

Miracle of Sound – Wake the White Wolf

Conheci o Gavin no podcast do Jim Sterling (muita gente reclama, mas é um dos caras mais sensatos do mundo gamer) e fiquei fascinado com a sua autoria. Ele faz músicas originais baseadas nos jogos e sempre com um clipe no fundo. Sensacional! E estou sentindo uma tendência aí… mais The Witcher 3 na área.

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Você não precisa gostar de metal (mas deveria), mas é inegável o talento desse rapaz com a guitarra. E ele fez um tributo aos games que é simplesmente fantástico. As músicas fluem uma depois da outra de uma forma suave. Demais!

Songe – Streets of Rage: Stage 8

Como eu amo Yuzo Koshiro e Streets of Rage! SoR se sobressai boa parte por causa da trilha sonora que o acompanha. Honestamente acho que essa é a primeira trilha “adulta” dos videogames. Digo entre aspas apenas por uma questão de que é o tipo de música que poderia tocar sem o contexto dos jogos em qualquer ambiente.

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Artigo: Todos têm direito a uma segunda chance!

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Gráfico da água perfeito e dancinhas na torre.

“Caras, acabei de comprar o Destiny”

A mensagem enviada via Whatsapp por Rodrigo Estevão feriu mortalmente os meus olhos e tanto eu quanto Diego Ferreira nos perguntamos – Como ele pode ter feito uma sandice dessas?

Nós dois tivemos experiências anteriores com o Destiny, Diego adquiriu sua cópia junto com o PS4 e logo a passou adiante, eu fiz ainda pior, joguei apenas a beta e defenestrei o jogo.

Apesar do bom sistema de tiros e dos gráficos lindos, achei o jogo sem alma, sem vida. Irritei-me constantemente com as pessoas que entravam no grupo e ao se deparar com um inimigo mais forte, simplesmente te abandonavam no meio da quest.

Passamos todas essas informações para o Rodrigo Estevão que o pegou mesmo assim… E adorou o jogo.

Sua empolgação me animou a comprar o jogo, apesar de ter algumas indicações dele que me desapontaram profundamente, como Spelunky, mas outras indicações foram muito boas, como Hotline Miami. Decidi arriscar e comprei o jogo, para a minha surpresa, eu gostei muito!

Como pode uma comunidade ter mudado tanto em pouco tempo? A atmosfera do jogo mudou, as pessoas interagem bastante (como se esquecer das danças da vitória na torre depois de terminadas as missões?), o co-op do jogo é extremamente divertido e o fato de voltar para o início da fase se todos os integrantes forem mortos fomenta o trabalho em equipe.

De forma inimaginável, eu consegui terminar o jogo que eu odiava há menos de um mês atrás e isso me trouxe uma pergunta à mente…

Será que todos os jogos deixados para trás mereciam também uma segunda chance?

Torcendo o nariz…

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Orgulho de tê-lo ignorado

Nessa minha longa vida gamer, eu joguei muita coisa e puxei a descarga para vários jogos. Principalmente na era da pirataria dos 32 e 128 bits, quando era comum chegar em casa com uma pilha de jogos “alternativos”, não raro vinha uma aposta no meio dos jogos que eu automaticamente jogava na geladeira depois de uma rápida olhada.

Alguns jogos parecem ter merecido essa condição, como o Superman 64 e Resident Evil: Survivor, mas com o passar dos anos eu percebi que poderia ter jogado muita coisa boa fora por pura falta de paciência para aprender as nuances do jogo.

Geralmente eliminados da minha lista por um dos quesitos básicos como gráficos ruins, jogabilidade confusa ou falta de uma história profunda, eliminei da minha lista alguns jogos que são aclamados até hoje por um grande número de pessoas. Talvez o mais emblemático de todos seja Syphon Filter, lembro-me de ter jogado meia hora de jogo e já o excluí da minha vida de vez. Um grande pecado? Talvez, deixo a cargo de você que está lendo esse humilde texto.

Gratas surpresas que escaparam do inferno do esquecimento

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Vagrant Story: jogo excelente mas meio esquisito a primeira vista

Parando para pensar, alguns jogos que a primeira vista odiei se mostraram grandes jogos a partir de chances posteriores. Mortal Kombat Shaolin Monks, Mortal Kombat Mythologies Sub-Zero, Alundra, Driver, Soul Reaver, Klonoa, Tenchu 2, Vagrant Story, entre outros, são grandes exemplos de jogos que larguei a uma primeira olhada e na segunda chance dada me cativaram.

Pasmem, quase desisti de Shadow of the Colossus, simplesmente um dos jogos que hoje faz parte do meu top 10 de jogos da minha vida!

Então amigos gamers, vamos dar uma segunda chance para aquele jogo ruim encostado no canto. Às vezes ele só precisa ser entendido, os gráficos meia boca serem ignorados ou termos um pouco de parcimônia da realidade ao analisar uma história um pouco estranha.

Todos os jogos odiados merecem uma segunda chance!

Resenha: Ratchet & Clank

RCLogoO jogo baseado no filme baseado no jogo


Sr. Zurkon não precisa de parafusos, a sua moeda é a dor

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Ratchet & Clank é uma série concebida pela Insomniac Games lá no longínquo ano de 2002 para o Playstation 2. Ela conta a história de um lombax (uma espécie de felino) chamado Ratchet, e a de um robô chamado Clank. Imagino que o jogo tenha sido criado para fechar o vácuo que o Crash Bandicoot deixou. A verdade é que o console da Sony nunca emplacou de verdade um mascote nos mesmos moldes de Mario e Sonic. De lá para cá, 14 anos se passaram e 10 jogos, que com pesar, foram ficando cada vez mais fracos. A série também é conhecida pelo seu humor, a começar pelos subtítulos dos jogos subsequentes a este, tipo Up Your Arsenal.

Para acompanhar o lançamento do filme homônimo, a Insomniac resolveu passar o Raio Remasterizador de forma a atualizar ele para as novas audiências e, claro, fazer parte de todo um processo de marketing para vender o filme. Gerando esta figura bastante interessante que rivaliza (pelo menos no formato) com o horripilante Street Fighter: The Movie: The Game. Claro que já posso dizer que o jogo se saiu muito melhor que o filme.

Ironicamente essa é a segunda remasterização do jogo que já havia saído na coleção para PS3 e Vita.

Sr. Zurkon lê a sua sorte e ela diz: Morte por Sr. Zurkon

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Sendo este o primeiro da série, é uma história de origem. O jogo é narrado pelo fanfarrão Capitão Qwark, líder dos patrulheiros galáticos que se encontra aprisionado juntamente com Shiv Helix (um bandido perigoso). Então a partir daí saberemos como Clank conheceu Ratchet e como eles se juntaram aos patrulheiros e derrotaram as forças do mal lideradas pelo President Drek e pelo Dr. Nefarious. Obviamente não há surpresas e o intuito é realmente divertir. É interessante notar os comentários do Capitão Qwark enquanto você joga (meio que como no Bastion, mas nada muito elaborado também).

A jogabilidade é baseada em movimentação através de plataformas e em combates contra inimigos. Seja atirando com uma das muitas armas do jogo como atacando com a poderosa OmniChave. Também há alguns pequenos puzzles na forma da ferramenta de hacking, onde você deve alinhar feixes de laser, rotacionando-os de forma adequada. Nada muito complicado. Em alguns pontos do jogo, você toma controle de Clank, que possui uma jogabilidade um pouco diferente. Ela é focada em resolução de puzzles simples. Clank tem acesso a uns pequenos robôs que tomam forma de algumas ferramentas e você os usa de acordo com a sua funcionalidade. Novamente, nada muito complicado.

A variedade de armas é o grande destaque do jogo, muitas são formas extremamente divertidas de eliminar os inimigos. Tais como: o Pixelizador, que deixa os inimigos com resolução baixa; o Groovitron que coloca um globo de discoteca e os adversários começam a dançar; e o meu favorito, o Sr. Zurkon, que é um robô abusado que reclama e ameaça a galera atirando sem parar.

A evolução do personagem é bem simples. Bata direto, que a cada nível que Ratchet ganha, acrescenta +10 na barra de HP. Enquanto que para as armas, conforme são utilizadas elas vão evoluindo e liberando novos poderes. Para habilita-los, você precisa encontrar raritânio.

Para prosseguir a história, basta ir de planeta em planeta cumprindo os objetivos designados. Alguns planetas têm objetivos opcionais, mas são bem fáceis. Durante a sua exploração, você pode encontrar parafusos dourados gigantes, que servem para abrir os muitos bônus do jogo (tipo os gold bricks do LEGO). Terminando o jogo é liberado o modo Desafio, que é um pouco mais difícil, mas é uma espécie de New Game Plus, ou seja, todos os seus itens são carregados.

Um ótimo destaque do jogo também é a dublagem em português (a mesma utilizada no filme) com bons atores que entregam de forma bem divertida as muitas piadas da história. Dito isto, a história é contada através de cenas com a engine in game, entretanto, há algumas cenas que na verdade foram tiradas diretamente do filme e isso é facilmente perceptível. Gerando um efeito um tanto estranho e desconexo.

Sr. Zurkon não vem em paz

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Para terminar não posso deixar de mencionar alguns poréns. É verdade, o jogo está bonito, foi bem atualizado. Mas mesmo assim, percebe-se que ainda atualizado ele mantém a mesma estrutura do original, os cenários não são tão detalhados assim, e muitas vezes bem parecidos entre si. Está tudo bem crispy enquanto que no PS2 rola um blur. Os mapas dos planetas são bem pequenos trazendo pouco ou nenhum desafio para o gamer. Outra tristeza é o fato de que são poucas as partes do jogo que você pode jogar com o Clank que é um ótimo personagem e com mecânicas um pouco diferentes das do Ratchet. Apesar da grande variedade de armas, muitas são inúteis (ou pouco efetivas) e você acaba sempre utilizando as mesmas de sempre.

Ainda assim, o saldo da aventura é positivo no fim das contas. Não deixe de conferir, muita diversão!

Nota: RCNota (3,0 / 5,0)