DLC #058: GCG no Japão

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Arte da vitrine: Rodrigo Estevão
Edição: Rodrigo Estevão

Olá Amigos e Amigas Gamers! Sejam bem-vindos a mais um podcast do Gamer Como a Gente! O mestre platinador está de volta e aproveitou para contar para nós como foi a sua viagem no Japão!

Apertem o play e vamos lá!

Já conhecem a nossa forja de armaduras? É bem aqui! Adquira já a sua camiseta Gamer Como a Gente!

Dúvidas, sugestões, xingamentos, desafios ao mestre platinador é só chamar a gente no email: gamercomoagente@gmail.com

Artigo: GCG Tunes #002

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Olá Amigos e Amigas Gamers! Sejam bem vindos ao GCG Tunes a nossa atração onde discutimos as músicas que embalam as nossas jogatinas.

E para esse segundo post vamos falar sobre o áudio do Super Nintendo vs Mega Drive. Sim! Teremos console wars. Para saber mais sobre isso não deixem de ouvir o Gamer como a Gente número 2.

É clichê ouvirmos que o SNES ganhava de lavada o Mega no quesito áudio, porém, isso não é totalmente verdade e ao longo do artigo irei explicar o motivo. Quando fala-se de áudio digital na geração 16 bits, entende-se por reprodução de arquivos WAV. Na época não existia CODECs, por isso não havia MP3. Os WAVs consumiam muito espaço em um cartucho que possuíam apenas 4 megabytes.

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A Nintendo investiu pesado no áudio de seu console. O Super Nintendo possuí um sistema de som moderno para época que consiste em um chip de 8 bits da Sony e um outro de 16-bits, ambos compartilhando a mesma memória. O sistema de áudio  funcionava completamente separado do sistema principal do console, era um sistema potente e complexo ao mesmo tempo de se trabalhar.

A SEGA utilizou em seu console um chip de som PSG que foi reaproveitado do Master System e dois chips Yamaha 2612 FM que foram reaproveitados de Arcades nas décadas de 80 / 90. O foco da empresa na época era trazer os Arcades para sua casa, e isso facilitou os vários ports para o console.

Dizem que o ponto fraco do áudio do Mega está na reprodução de vozes. As pessoas costumavam falar que todo mundo era rouco no Mega, e isso em boa parte dos casos era verdade em outras um exagero. A culpa era sempre atribuída aos chips de som, porém,  problema do hardware do Mega era o mau uso por parte das desenvolvedoras.

Veja abaixo alguns exemplos de boas vozes digitalizadas no Mega Drive.

Você deve estar se perguntando agora, porque então os desenvolvedores não reproduziam vozes assim no Mega Drive em todos os seus títulos ?

Para fazer essas vozes de qualidade no sistema da SEGA era necessário usar os chips FM, o problema é que os arquivos gerados ficavam muito grandes, e cada byte em um cartucho naquela época custava fortunas. Outro problema era gerar vozes simultâneas, o chip só tinha um canal para voz, por isso poucos optavam por esse caminho, e optavam em fazer as vozes digitalizadas através do chip PSG no qual a qualidade era sacrificada mais ele poupava muito espaço no cartucho.

Um bom exemplo é a comparação da versão beta do Street Fighter 2 Turbo com a versão final.

Versão Beta

Versão Final

E como o Super Nes como fica nesta história? O sistema da Nintendo era fácil de reproduzir vozes no geral, porém ele não era isento de problemas, é comum encontrarmos vários títulos no sistema com vozes abafadas ou com pitch estranho ou distorcido.

O Super Nintendo que foi lançado no final de 1990 (dois anos depois do Mega Drive), dando tempo para a Nintendo analisar a rival. A Sega foi a pioneira na geração, e a rival fez o dever de casa aprendendo com os erros do pioneirismo. O SNES tinha um chip mais potente, que nos trouxe trilhas maravilhosas para o console e muitas composições marcantes, mais quando era lançado um título multiplataforma as diferenças entra as plataformas ficavam claras.

Listei abaixo algumas comparações entre as duas plataformas.

Samurai Shodown

SNES

MEGA

SNES

MEGA

Fatal Fury

SNES

MEGA

Fatal Fury 2

SNES

MEGA

Shadow of the beast

SNES

MEGA

Earthworm Jim

SNES

MEGA

Tecnicamente, o Super Nintendo possuía um hardware muito melhor para reprodução dos sons, e sempre nos entregava um excelente resultado em seus jogos, porém, o som do Mega Drive, se bem utilizado não ficava para trás.

Para a nossa playlist de hoje  temos 5 clássicos do SNES versus 5 clássicos do Mega. Espero que tenham gostado e deixe nos comentários quais músicas da geração 16 bits tocam no seu coração.

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Artigo: O poder bélico faz a superpotência.

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-Senhor, o inimigo tomou 90% do nosso território. Estamos próximos da aniquilação.

O soldado adentrou arfando pela sala do general T. Kalinske.

– Não entendo senhor – continuou o soldado – temos franquias de sucesso como o Alex Kidd, ele tem até a roupa vermelha e obviamente uma música melhor, porque não conseguimos tomar mais territórios senhor?

O general T. Kalinske levanta de sua cadeira de couro e observa a janela, fita ao longe como quem mede o terreno que poderia alcançar.

– É quase impossível abater o inimigo com o que temos, eles detém o poder bélico do mundo utilizando do medo e da trapaça soldado – virou-se dramaticamente o general olhando para seus subordinados – Konami, Capcom, dentre outros fabricantes de projéteis estão sob suas asas imperialistas, elas tem a promessa do inimigo que serão dizimadas caso nos forneçam armamento para a guerra.

– Complemento senhor que eles também monopolizaram os postos avançados de distribuição da nossa ideologia senhor. – O Coronel Nielsen interrompeu polidamente a palavra do General – Postos avançados, como o Walmart, se recusam a distribuir nosso produto de guerra. São igualmente chantageados pelo nosso inimigo. Dizem que não podem abrir mão de uma base tão grande de consumidores e pedem para que não incomodemos mais – o coronel respirou fundo e engoliu seco – Dizem que é melhor desistirmos senhor.

– Que esperança temos senhor? Será que é o fim? – O soldado parecia triste e incrédulo na capacidade do seu líder. – Notícias do front dizem que uma das pátrias que atacavam diretamente nossos inimigos caiu e alguns deles tentam esconder algumas armas secretas para atacar posteriormente.

– Que armas são essas? – Perguntou T. Kalinske.

– Dizem que o antigo império está criando uma arma mais potente que o 8-bits deles, dizem que se chamará Jaguar – Coronel Nielsen disse temeroso – Se obtiverem sucesso, seremos facilmente destruídos senhor.

General Kalinske sorriu – Estão obliterados antes mesmo de se erguer para guerra, esse não é o caminho.

– Parece tranquilo senhor, o que tem em mente? Já não tentamos de tudo? – Coronel Nielsen chamou a atenção de todos com a indagação rude.  Parecia óbvio que não havia saída para a derrota iminente.

– Recebi uma ligação de nossa base oriental. – General T. Kalinske olhou todos com brilhos nos olhos. – Nós temos uma arma em desenvolvimento, não se trata de um canhão melhorado de 16-bits, se trata de uma arma capaz de rivalizar com a arma mais poderosa deles.

– Rivalizar com a bomba vermelha? A M. World 3? – Disse o coronel Nielsen

-Não – General Kalinske sorriu – Ela rivalizará com a bomba vermelha nova do canhão de 16-bits que eles estão desenvolvendo, o S.M.World.

– Deuses! – Exclamou o Soldado – Rivalizar o S.M. World!??

– Não consigo acreditar nisso general! – Exclamou coronel Nielsen – Como se chama essa arma?

General Kalinske olhou novamente pela janela e ficou alguns segundos calado, voltou-se para seus subordinados e sorriu com o sorriso mais brilhante que conseguiu ter.

– É a arma que vai nos ajudar a conquistar o território do antigo Império Atariano, a arma que eles irão temer, a arma que o povo irá adorar e deixarão de temer a chantagem do nosso inimigo, a arma que será finalmente temida por eles! Mais do que um canhão de 64-bits! Mais do que um novo periférico! Mais até que a nossa invasão no Walmart! – General Kalinske sentou-se novamente, cruzou os dedos sobre a mesa e disse de forma confiante.

– Chamem-no por enquanto de “Ouriço azul”.

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Esse pequeno texto é uma homenagem a arma lançada pela SEGA 25 anos atrás, no dia 23 de junho de 1991, na guerra dos consoles contra a Nintendo. O único mascote capaz de rivalizar com um certo bigodudo e que pode ser, sem sombra de dúvidas, chamado de “o único a quem ele temeu”.

Sonic marcou a arrancada da SEGA na conquista do território americano quando a empresa chegou a dominar mais de 55% do mercado, abriu as portas do mercado varejista para a venda do Mega Drive, antes restrito aos produtos Nintendo e superou o encanador em popularidade no início dos anos 90 nos EUA.

Parabéns Sonic! Aqueles que amam os games te saúdam!

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GCG Podcast #015: Futurologia

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Arte da vitrine: Rodrigo Estevão
Edição: Diogo Moura

Amigos Gamers! Sejam bem-vindos a mais um episódio do Gamer Como a Gente! E hoje nos reunimos para fazer um apanhado de todas as inovações e evolução dos videogames! Sejam nos hardwares, softwares e afins.

Neste programa:

– Ver o mundo em vermelho é realidade virtual?
– Para onde vão os games?
– Sinta o cheiro da guerra nessa evolução.
– Aprenda a fazer pesquisas direito!
– Com quantos botões se faz um controle?
– O que caracteriza um flop?
– A Power Glove é um brinquedo?
– Quer fazer parte do conselho J.I.L.Ó?

Menções:

Comercial da SEGA 1
Comercial da SEGA 2
Gugu Play TV

Gostaram do episódio? Deixem os seus comentários sobre a evolução e inovação dos games! E também deixem os seus pitacos para onde os videogames estão rumando! Queremos ouvi-los e sejam gamers como a gente!

Artigo: Sobre Tortas e Mega Drives

Sobre Tortas e Mega Drives

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Fim da BGS, início de tudo…

Década de 90…

Não consigo precisar a época do ano, tão pouco o dia ou a hora. Lembro-me apenas de que estava jogando futebol na saudosa escolinha da UFRJ na Praia Vermelha, Rio de Janeiro, uma bela tarde de sol.

Um amigo sentou-se ao meu lado no banco de pedra onde tirávamos as chuteiras e entre uma golada e outra na garrafa de refrigerante ele me perguntou algo que jamais esquecerei, apesar de não lembrar o nome dele.

“Tá a fim de comprar um Mega Drive por cem Reais?”

Não tinha noção se era caro ou barato, a única coisa que conhecia até então foi um Atari 2600 e posteriormente um Memory Game da Milmar que nada mais era do que um clone do próprio Atari.

– Não tenho certeza se quero… – Disse sem muito entusiasmo querendo mudar de assunto ou ir para casa jogar o Pacman.

– Faz o seguinte – Retrucou abrindo a mochila e me dando um saco plástico – Leva ele e me trás no próximo dia de aula, se tu gostar você me paga.

Como recusar algo tão tentador? Um vídeo game inédito, sem custos, por dois dias! Ganhei na loteria.

Abri o saco plástico com tanto cuidado quanto um demônio da tasmânia, o cabo estava um pouco ruim e isso não foi problema, na mesma hora fui para a rua arrumar um novo, não poderia esperar mais. Apesar da pressa, não esperava mais do que um NES estilo clone como tantos outros, embora gostasse de jogar alguns jogos, nenhum deles me prendia a atenção por mais do que uma hora no máximo.

Sentei no chão mesmo com a minha irmã e segurei meu novo filho no colo, um Mega Drive III com o cartucho do Sonic 2, três controles – dois de seis botões e um da primeira versão de apenas três – A quantidade de botões me assustou na hora, mas não me intimidei diante daquela máquina, ao contrário do meu pai que limitou-se a dizer “Isso tem botões demais pra mim, cadê o Atari?”.

Amor à primeira vista, suas linhas arrojadas encheram os meus olhos de uma paixão avassaladora. Ao Colocar o primeiro cartucho, foi como se um novo mundo se abrisse para mim. Ainda não conhecia nada sobre a Sega, tudo que já tinha visto era o Master System algumas poucas vezes na casa do meu primo, porém, apesar de não conhecer ainda aquela magnífica campanha comercial do início dos anos noventa, foi como se eu escutasse em meus ouvidos.

Bem vindo à próxima fase.

A era de ouro do vídeo game!!! Pelo menos na minha casa…

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Porradaria no sofá de casa!

Apesar de ter como incontestável na minha vida o meu amor pelo Sonic 2, o primeiro jogo de Mega Drive que eu joguei foi Ultimate Mortal Kombat 3. Um dia de glória na minha casa, combates homéricos com a minha irmã me davam a sensação de estar disputando o controle do reino da terra a cada partida. Então no mesmo dia jogamos MK2 e o dificílimo jogo do Sonic 2. Era muito melhor do que o Atari ou os clones de NES. A partir desse ponto me interessei realmente por vídeo games – Falar sobre eles, alugar jogos, conhecer amigos com o mesmo vídeo game para trocarmos cartuchos e não é só isso! Descobri que grande parte da minha rua tinha o SNES e eu tinha o único Mega Drive da rua, logo, todos nós que éramos limitados a jogar em apenas uma plataforma por não termos recursos para ter as duas (Nem todos somos o Batman como nosso amigo Diego Ferreira), começamos a visitar um a casa do outro, assim pude jogar de tudo um pouco (Infelizmente, conheci Yoshi Island nessa época).

Super Mônaco GP, Carmen Sandiego e seu luxuoso manual, International Super Star Soccer Deluxe, Super Hang on, Shinobi, Streets of Rage, Golden Axe, Duke Nukem, Sonic, X-men 2: Clone Wars, Comix Zone… Tantos e tantos títulos eu joguei no meu querido Mega Drive, porém, uma ameaça balançou minhas emoções naquela época, joguei um maravilhoso jogo de luta chamado Marvel Super Heroes no fliperama ao lado da minha casa e perguntei inocentemente.

– Qual é a plataforma desse jogo? Não me parece 16 bits.

O dono do fliperama levantou seus olhos por cima dos óculos e me apresentou o novo amor da minha vida.

– Esse jogo tem para o Playstation.

Mais de 15 anos

“Só te dou um Playstation se você repassar o seu Mega Drive para os seus primos.”

A frase do meu pai teve um efeito imperativo sobre mim, mas assim como um homem se vê fascinado por uma nova mulher, eu não hesitei em aceitar o acordo. No ano de 1999 o meu Mega Drive partiu para o nordeste do país enquanto eu me deliciava jogando Marvel Super Heroes dentro de casa. Sinto um carinho grande pelo meu Playstation, o modelo tijolinho, assim como sinto carinho pelo PS2, PS3, X-BOX 360 e meu mais novo amigo, o PS4.

Mas com o passar dos anos eu comecei a sentir saudades do meu grande amor, por muito tempo pensei em resgatá-lo novamente para a minha casa, mas vontade é uma coisa que dá e passa.

Porém, nesse ano de 2015 eu pude vê-lo novamente atrás de uma vidraça, me dei conta que por mais de 15 anos eu não havia sequer visto um Mega Drive na minha frente, senti uma vontade louca de tocá-lo, de ver novamente o logo da Sega imponente e austero. Entreguei-me enfim.

Não poderia gastar rios de dinheiro em algo assim, então comprei um Mega Drive usado, sem a caixa original, porém muito bem cuidado. Meus colegas riram quando viram que, apesar de muito esmero do vendedor, o vídeo game estava em uma caixa de torta. Foi engraçado, porém eu enxerguei que essa caixa era realmente apropriada. Sentei-me novamente no chão e liguei o vídeo game da minha vida mais uma vez.

Assim como uma bela torta, um sabor inesquecível…

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Sonic 2 depois de 15 anos. E com direito a TV de tubo!!!!