DLC #012: INDIEcando Games

CastDLC012-INDIEcandoGames

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Arte da vitrine: Rodrigo Estevão
Edição: Diogo Moura

Certo dia, o host do Pow de Cast, Fábio Franzoni, disse que não curtia games indie. Então, Diego Ferreira, host do Gamer Como a Gente, propôs um crossover para convencer o rapaz que esta categoria tem muita coisa interessante.

Daí surgiu uma pauta, uma conversa…e aqui está o resultado! A Equipe do GCG escolheu 6 Indies para convencer o host do PdC, que para não ficar feio, trouxe 2 Joguinhos…que ele DIIIIISSE que jogou!

Não deixe de conferir mais um marco na Podosfera, imagine como um game que foi lançado para XBOX e PS4 e adicione, então, um 12 como um número cabalístico! Sendo assim, Gamer Como a Gente: DLC #012 e um Pow de Cast Drops #012, será que foi acaso?! Acho que não…

Menções:

Espero que tenham gostado e deixem as suas sugestões aí nos comentários para o Fábio também!

Artigo: Quanto vale o seu tempo?

Amigos Gamers! Diante do recente debate sobre o The Order e a sua duração, resolvi dar os meus dois centavos de contribuição. Adquiri inclusive o danado para poder comentar (confira aqui a resenha).

Order“Breve nos cinemas perto de você.”

Primeiramente, cabe entender qual é o critério de avaliação que se utiliza ao julgar um jogo. E claro, se isso tem correlação com o valor que você pagou por ele. Posso dizer que o meu critério julgador é sempre a diversão, esse vai sempre definir se valeu a pena ou não. Entendo que para outros gamers isso pode variar.

O preço de entrada é um bom balizador para começarmos a conversar. Separei três exemplos de jogos que são completamente diferentes entre si: The Order, Skyrim e Rogue Legacy (confiram nossa resenha). The Order e Skyrim são jogos que possuem o mesmo valor de venda (considerando o valor de lançamento), enquanto que Rogue Legacy possui um valor mais baixo (de graça inclusive para quem aproveitou a PSN Plus de Março).

Comecemos por Skyrim. Possuindo horas e mais horas de quests, explorações e leituras de tomos, o jogo não economiza no conteúdo. Experimentar tudo que ele tem a oferecer tomará um bom tempo do gamer. Que inclusive pode chegar a não ver exatamente tudo. Além de que a galera PC Master Race usufrui de mods que aumentam ainda mais a longevidade do jogo. Honestamente, já estava saturado do mundo depois de umas 30 horas jogando. Skyrim dá uma ideia de mundo perene, na minha opinião um mundo que não chega a um fechamento. Tem sempre alguma coisa a mais para fazer, não tenho essa sensação de encerramento nunca. Posso dizer que valeu a pena a minha estadia de 30 horas por lá? Com certeza! Me diverti bastante. Se fosse utilizar o critério de preço versus tempo, chegaria a um valor marginal por hora (ainda mais que ganhei o jogo de presente – obrigado amigos Rodrigo e Marcellão).

Sky“Esse deve ser o nonagésimo dragão que enfrento…”

Rogue Legacy. Possui um valor baixo de entrada, assim como a maioria dos indies. Muitos indies até podem ser completados em tempo curtíssimo. O próprio tem speed runs na média de 20 minutos, o que seria um sacrilégio para muitos gamers. No entanto, o jogo possui uma curva de aprendizado bastante grande, além de que o formato das dungeons é gerado de forma aleatória, resultando em experiências muito diferentes.  De forma geral, o jogo é comandado pelo fato do jogador evoluir e não pelo personagem controlado em si. O que dizer de um jogo que pode durar 20 minutos ou 40 horas? Ainda não consegui termina-lo totalmente, mas estou me divertindo bastante com ele. E sinceramente não me importo com o tempo despendido, mas é possível que nunca veja o final dele…

RL“Já estive aqui antes nesse corredor?”

Ah… The Order…. O que dizer dele? Obviamente aqui não é o lugar para a resenha. O jogo vem com uma experiência contida, um universo que te é entregue, tal qual como um filme. A interação é mínima com o ambiente, personagens e mundo. Isso não é ruim per se, no entanto. Mas entendo que para muitos isso possa ser um problema, até mesmo pelo videogame ser uma experiência interativa. Interação essa que não necessariamente precisa ser através de comandos de ação, mas pode ser com diálogos como os jogos da Telltale Games bem demonstram.

Creio que os preços são a atual discussão dos jogos. Por possuírem uma tabela relativamente fixa, os lançamentos saem com o mesmo preço. Tudo isso independentemente do custo de fato do projeto. Levando a declarações da Square Enix sobre o Tomb Raider não ser um projeto rentável mesmo depois de vender mais de 7 milhões de cópias! Enquanto que os indies possuem uma maior liberdade de definição de preços. Talvez por isso estejamos experimentando uma era de DLCs, porque eles precisam complementar essa suposta rentabilidade. Ou as empresas precisam gastar menos com marketing e outras coisas, ou os preços aumentam de acordo, o que obviamente não seria uma boa pedida.

Conclusão: não tem conclusão. Honestamente eu me diverti com as 3 experiências por mais diferentes que sejam, tanto em termos de preços como de jogabilidade. Considerando que tenho cada vez menos tempo para jogar. O fato de terminar o jogo e ter uma experiência que envolve um encerramento, chama muito a minha atenção, por menor que seja o seu tempo de duração.

E você amigo gamer, como você qualifica a sua experiência? O que você mais privilegia? Deixe os seus comentários aí para continuarmos as discussões.

Resenha: Rogue Legacy

rogue1Construa seu Legado!


UM HERÓI E SUA LINHAGEM

Criado por Lee Falk em 1936, O Fantasma, também conhecido como “Espírito que Anda” ou “O homem que não morre”, sempre foi meu herói de quadrinhos favorito. O que eu achava mais legal do personagem era que ele não tinha superpoderes, nem tampouco era imortal como seu codinome dizia. Na verdade se tratava de uma dinastia de homens que lutava contra o crime: sempre que um Fantasma morria, seu filho sucedia seu posto.

Ao jogar Rogue Legacy, jogo indie roguelike lançado pela Cellar Door Games em 2013 para PC (com versões para PS3, PS4 e PS Vita em 2014), foi impossível não notar a semelhança com o Fantasma. No jogo, você controla um cavaleiro que tem como missão desbravar uma dungeon. Porém, ao morrer, ao invés de receber uma tela de Game Over, você tem a possibilidade de selecionar o herdeiro daquele herói que morreu para continuar sua missão.

rogue2“Você acha que sua missão será fácil só porque carrega uma espada do seu tamanho?”

 GAMEPLAY

Em teoria, a jornada do player em Rogue Legacy é bem simples. Entrar em uma dungeon 2D, derrotar quatro chefes – cada um deles posicionado em uma área distinta (Castelo, Floresta, Torre e Calabouço) – para então ter o direito de enfrentar o último chefe.

Para isso o herói controlado pelo jogador irá contar com as habilidades básicas de pulo e ataque com espada, bem como a possibilidade de usar mágicas que gastam MP (mana points). Durante sua aventura ele também achará incontáveis moedas de ouro que ele usará para dar upgrade nas habilidades do seu personagem, bem como desbloquear novas classes para utilizar.

Simples, não? Bem… nem tanto.

rogue3“Medo do escuro? Um guerreiro como você?”

 A(s) CEREJA(s) DO BOLO

A primeira surpresa que o player irá notar é que, cada vez que você entra na dungeon, ela é randomicamente gerada. Isso faz com que cada investida para completar a missão se torne uma aventura única.

Além disso, conforme já mencionado, ao morrer, será necessário escolher um novo personagem para continuar. O jogo sempre te dará 3 opções de herdeiros para escolher. Este novo personagem terá diferentes habilidades e características daquele primeiro herói, fazendo com que o player tenha também que adaptar seu estilo de jogo ao novo personagem escolhido.

Como se não bastasse, cada herdeiro randomicamente gerado também carrega consigo traços (traits, no original) característicos. Portanto, prepare-se para jogar com um personagem hiperativo e com espasmos musculares! Ou talvez com um herói daltônico e que morre de medo de galinhas! Ou quem sabe um guerreiro hipocondríaco e que sofre de síndrome do intestino irritado?

Tudo isso irá impactar na sua jornada, muitas vezes complicando ou facilitando cada gameplay.

rogue4“Aquele momento em que você se dá conta que sua estratégia deu errado…”

 VEREDITO. VALE A PENA?

Claro que vale. Mas não vá esperando um jogo fácil. Prepare-se para morrer (e muito!) e construir uma enorme linhagem de heróis tentando completar a sua missão, de paladino até hokage! Os chefes são desafiadores e exigem estratégia por parte do player (button mashers, esse jogo não é para vocês!)

Vale salientar também que se você é um jogador mais hardcore que gosta de um belo desafio, é possível desbloquear uma versão remix de todos os chefes onde a dificuldade fica ainda mais acentuada. Recomendo!

Com humor singular, belíssima arte pixelada que cria um ambiente nostálgico para os amantes de 8 bits, Rogue Legacy é o tipo de jogo que, depois que você começa a jogar, fica difícil de parar.

Nota: roguenota (4,0 / 5,0)