DLC #028: BGS 2017 – Parte 2

CastDLC028-VitrineBGS2017INDIESUPERSTAR

Download | iTunes | AndroidFeed | Soundcloud
Arte da vitrine: Rodrigo Estevão
Edição: Diego Ferreira
Participantes: Diego Ferreira / Rodrigo Estevão
Música de Encerramento: Sólstafir – Ísafold

Olá Amigos e Amigas Gamers! Sejam bem-vindos ao DLC especial da BGS 2017, a grande feira brasileira de videogames! Com muitos convidados especiais e atrações, a feira movimentou bastante o público gamer. Rodrigo Estevão, nosso intrépido repórter, visitou os vários dias da feira e vai falar sobre a sua experiência.

Salientamos que essa é a segunda parte do especial, onde abordamos e conversamos com os desenvolvedores brasileiros que montaram seus estandes anunciando as suas obras-primas!

Apertem logo o play e vamos lá!

Menções:

Já conhecem a nossa forja de armaduras? É bem aqui! Não deixem de ver a nossa estampa “Move Like Jaeger“! Adquira já a sua camiseta Gamer Como a Gente!

Dúvidas, sugestões, xingamentos, desafios ao mestre platinador é só chamar a gente no email: gamercomoagente@gmail.com

Podem também deixar seus comentários nas postagens e não se esqueçam de acessar o nosso FacebookTwitter!

GCG Podcast #040: 4K60FPS

Cast040-Vitrine4K60FPS

Download | iTunes | AndroidFeed | Soundcloud
Arte da vitrine: Rodrigo Estevão
Edição: Diego Ferreira
Participantes: Diego Ferreira / Rodrigo Estevão
Música de Encerramento: NieR: Automata – Weight of the World (Metal Cover by Skar Productions)

Olá Amigos e Amigas Gamers! Sejam muito bem-vindos a mais um podcast do Gamer Como a Gente! Esse promete ser um programa pantanoso, mas vamos tentar falar de:

  • O que a gente vê na tela de um jogo e o que isso significa em termos de qualidade.
  • Com o passar das gerações percebemos retornos decrescentes na qualidade gráfica, o que isso quer dizer?
  • Direção de arte e parte técnica, por que há pessoas que afirmam que um gráfico é ruim?
  • Custo de desenvolvimento versus qualidade gráfica, afinal, jogos baratos são “feios”?  Qual o limite de gasto para se chegar a uma “qualidade” incrível?

Apertem o play e vamos lá!

Já conhecem a nossa forja de armaduras? É bem aqui! Não deixem de ver a nossa estampa “A vingança de Kratos“! Adquira já a sua camiseta Gamer Como a Gente!

Dúvidas, sugestões, xingamentos, desafios ao mestre platinador é só chamar a gente no email: gamercomoagente@gmail.com

Podem também deixar seus comentários nas postagens e não se esqueçam de acessar o nosso FacebookTwitter!

Artigo: BGS 2016 – Street Indies 2 -New Challengers!

BGS-5.jpg

Como já dito no artigo anterior da BGS, este ano os Indies nacionais tiveram um grande destaque na feira. Localizados atrás dos estandes mais visitados, não raro vimos a Rua Indie tão movimentada quanto a avenida principal. A moral estava tão alta que houve até mesmo pequenos campeonatos valendo brindes dos jogos em horários marcados, algo que nunca houve, e a animação e profissionalismo eram visivelmente maiores graças ao grande suporte de negócios que fez com que grande parte deles saísse da BGS com conversar em andamento ou negócio fechado para rodar seus jogos na PSN e Xbox Live.

Vamos aos Indies que chamaram nossa atenção na feira, sempre lembrando que o número de jogos bons está cada vez maior e falta espaço para falar de todos eles.

Aestium – Dawn of hope

0.jpg

Aestus, planeta devastado por guerras nucleares, tem sua pouca população batalhando por cada metro das cidades devastadas em busca de sobrevivência. Quando a humanidade já parecia estar fadada ao seu fim, surge um novo elemento chamado Phocus que serve de energia para veículos rudimentares e alimentam a magia dos conjurocratas. É o grande motivo para a batalha nesse game.

Jogo de card game desenvolvido pela Penski Studio, Aestium tem regras simples em relação a outros card games no mercado. Porém, tem vários diferenciais que obrigam o player a ter um raciocínio estratégico na hora de jogar já que o cenário influencia positiva e negativamente nos valores de defesa e ataque das cartas. Não necessariamente um terreno é totalmente influenciado pelo mesmo elemento, como as batalhas se passam em cidades devastadas, pode haver um deserto no lado direito do mapa e um lago do lado esquerdo e isso pode gerar um problema na hora de dispor as suas cartas pelo cenário.

BGS-7.jpg

Outro grande diferencial do jogo é que ele é totalmente grátis, você baixa o jogo e a única coisa que será cobrada são as skins, grande sacada para massificar o card game.

Será lançado ainda em 2016 pela Steam, no Xbox Live e futuramente na PSN. Quer testar o beta? Inscreva-se no site da galera!

http://www.aestium.com/

Trajes Fatais

NE3Epd.jpg

As vezes, mesmo as grandes produtoras de jogos de pancadaria tem problemas em encontrar uma fórmula de batalha divertida tanto para os novatos quanto para os jogadores mais hardcore, esta fórmula foi muito bem trabalhada no jogo Trajes Fatais!

Desenvolvido pela Onanim Studio através de crowdfunding, o jogo se passa em uma festa a fantasia onde um uma entidade misteriosa chamada Makiabel concedeu aos convidados o poder verdadeiro relativo as fantasias que os mesmos estavam utilizando na festa, a única maneira de escapar é vencendo o torneio proposto pela entidade.

BGS-6.jpg

Basicamente o jogo tem apenas dois botões de ataque – um de soco e outro de chute. O diferencial é que dependendo do botão direcional que você pressiona juntamente com o botão de ataque, o golpe muda e é possível encaixar combos devastadores caso o jogador saiba o que está fazendo. Mas até mesmo os players mais avançados terão algum problema para repetir o mesmo combo várias vezes, o jogo não conta com uma barra de life como geralmente vemos e sim com esferas que se apagam conforme se leva dano, a cada esfera apagada o personagem fica por um curto período sem levar dano algum, o que impede combos infinitos, além de outras funcionalidades.

O jogo tem ótimo sistema de colisão, gráficos muito bonitos e personagens carismáticos além de um som empolgante, a previsão de lançamento é em algum ponto de 2017, primeiramente para PC (Windows, Linux e MAC) e em seguida para Xbox One, PS4, IOS e Android.

http://trajesfatais.com/kickante/en-us/

Black Iris

cf170a_9e5411f675a541d7a3f0b9f4c633494f.png

“Em uma terra distante chamada HERA, muitos humanos estão sofrendo ataques de monstros de todos os tipos, e uma de suas vítimas foi Iris, uma garota que acorda em sua cela sem saber seu nome e sem memórias. A protagonista de Black Iris procura pistas sobre suas memórias perdidas, mal sabendo que sua origem lhe dará poderes, dentre elas, o poder de fazer um contrato com o Aspecto das Sombras.”

Jogo criado pela Hexa game Studio e que bebe muito na fonte de Dark Souls e Witcher 3, Black Iris tem mecânicas típicas de um action RPG com respostas rápidas tanto no ataque e nas esquivas, além de cenário envolvente e belo, com efeitos de luminosidade muito bem detalhados. O jogo chama a atenção pela organização dos integrantes da equipe, apenas três pessoas, que conseguiram colocar uma demo de qualidade apenas oito meses após o início do desenvolvimento do jogo e já tem previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2017. O jogo, que será lançado para PC, já foi aprovado pela Sony e estará também no PS4.

BGS-12.jpg

http://www.hexagamestudio.com/black-iris

The Last War

BGS-3.jpg

Já pensou em escapar de zumbis e sobreviver a escassez de recursos correndo pelo quintal da sua casa? Essa é a premissa de The Last War!

Totalmente ambientado na cidade do Rio de Janeiro, o jogo se passa em um mundo onde um vírus letal que se espalhou e os sobreviventes devem correr atrás de recursos para se manter vivos e armados o suficiente para fugir dos zumbis, resultado final da mutação do vírus. O jogo te incentiva a formar clãs para se proteger, mas um jeito prático de conseguir recursos é eliminar os outros players e roubá-los.

Porém, uma força tarefa, semelhante ao BOPE, percorre o mapa procurando ajudar os sobreviventes, mas se você for um assassino serial de players, você também será caçado pela força tarefa, denominada apenas de “a ordem”.

BGS-2.jpg

Apesar de estar ainda na pré-alpha, o estúdio wolfb conseguiu realizar um excelente trabalho com as mecânicas e sons do jogo. Além de contar com lindos efeitos de luz proporcionados pela Unreal engine, os mapas são criados baseados em plantas reais de prédios do Rio de Janeiro, jogamos no mapa de uma escola onde era possível ver ao fundo o prédio do hotel Sheraton e foi incrível para a ambientação perceber que o mapa era real.

Para a pré-alpha de 2017 que será lançada na Steam, a área de jogo terá 22 km e será aumentada aos poucos, no prazo de dois anos a promessa é de que essa área alcance incríveis 400 km!

Viva a indústria nacional de games!

BGS-13.jpg

A cada ano, podemos verificar que existe mais e mais o aumento de qualidade dos jogos indies nacionais e é gratificante vê-los dividindo espaço e atenção com jogos consagrados. Chroma Squad e Shiny são exemplos de jogos de excelente qualidade que já estavam sendo apresentados diretamente nos estandes da Sony e da Microsoft. Desejamos sorte e sucesso para todos aqueles que buscam os seus sonhos!

 

Um drible mortal!

ZUMBIOLE

Olá Amigos Gamers! Faz tempo que a gente não aparece aqui para divulgar mais um trabalho com o carimbo brasileiro! Hoje vamos falar de Zumbi Olé!

Não seja carrancudo!

O jogo é fruto da cabeça do game designer e diretor de arte, Raul Tabajara e foi produzido pela parceria entre a Carranca Games e a Trixter Interactive ao longo de 7 meses. A Trixter também é a distribuidora do jogo, cuidando do seu lançamento nas plataformas Android e iOS. Ambas as empresas são sediadas em São Paulo e já possuem alguns anos de experiência na criação e produção de jogos independentes.

Gol de placa!

Yara, uma menina brasileira, queria ser uma grande jogadora de futebol! Mas ela vê seus sonhos de jogar profissionalmente sumirem quando os zumbis invadem o mundo e tudo o que os humanos fazem é ter que fugir.

ZUMBIS

Não querendo se dar por vencida ela decide lutar pelo seu sonho! Convida seu irmão a participar do “ZUMBI OLÉ”: Um vídeo que mostrará ela arriscando a vida e desafiando zumbis, para que num futuro sem a infestação todos saibam que um dia houve a maior futebolista de todos os tempos!

YARA

Confiram aqui o trailer!

Links:

O jogo já está disponível para ser conferido aqui nestes links!

Download iOS
https://itunes.apple.com/br/app/zombie-ole/id1027817194?l=en&mt=8

Download Android
https://play.google.com/store/apps/details?id=com.trixter.zombiedribble

Resenha: Dust – An Elysian Tail

DustlogoDust é um daqueles games que te pegam de surpresa e te surpreendem. Hoje em dia o culto aos games AAA é uma coisa comum, e games indies como Dust passam despercebidos pela maioria dos jogadores. Não somente hoje em dia, mas essa é uma tendência que vem se confirmando desde a geração passada, época em que o game foi lançado.


Poeira bem feita!

Dust1

Ambientado no mundo fictício de Falana, o jogo tem como personagem principal Dust. Um herói que, a princípio, parece ser um tanto quanto “clichê”, ajudando a todos aqueles que ele encontra pelo caminho. O jogo se inicia após Dust ser acordado em uma floresta por uma espada mágica falante e misteriosa, conhecida como Blade of Ahrah, que diz ter sido invocada por ele. Dust não se recorda de nada, nem seu passado, nem onde ele está, e nem mesmo seu nome. Logo em seguida, se une também ao grupo Fidget, uma espécie de fada e guardiã da Blade of Ahrah. Mas de clichê o herói da aventura não tem nada, e seu passado nebuloso junto com sua verdadeira identidade, serão descobertos ao longo da aventura.

Os gráficos em 2D de Dust são lindos e impressionantes, lembrando bastante um desenho animado. As animações, os cenários variados e muito bem detalhados, os efeitos de chuva e nevasca, o design dos personagens/inimigos e etc, é tudo muito bem feito. De cara o jogo já te conquista pelo visual. E o melhor de tudo é que o game não é só um “rostinho bonito”, ele tem conteúdo também.

Espada nervosa

Dust2

A jogabilidade é excelente, os controles respondem muito bem a tudo e as batalhas são bastante dinâmicas. Dust é um hack ‘n’ slash adventure/action em side scrolling com elementos de RPG como experiência, craft, equipamentos e side missions. Habilidades especiais como pulo duplo, rasteira, subir por paredes, entre outras, serão conquistadas ao longo do jogo. O sistema de batalha conta com ataques e combos simples de executar, além da ajuda de Fidget, que funciona como se fosse uma skill. Fidget tem 3 tipos de ataques distintos que ganhamos ao longo do jogo. Esses ataques sozinhos não causam muito dano ao inimigo, mas combinados com uma habilidade especial chamada de “Dust Storm“, eles causam um dano devastador. E essa é uma dica que eu deixo aqui para quem for jogar, investir no Fidget na hora de distribuir pontos de evolução quando subir de level.

O jogo não é longo se você apenas seguir em frente para terminar a campanha, mas o game conta com várias side quests, tesouros escondidos e segredos que vão aumentar bastante o número de horas jogadas, tornando o jogo ainda mais divertido. Vários desses tesouros e segredos só podem ser achados depois que certas habilidades especiais são adquiridas ao longo do jogo, como pulo duplo, escalar paredes e etc, e cristais coloridos especiais que servem para abrir alguns obstáculos específicos com cores distintas. E isso vai fazer você revisitar todos os cenários novamente para explorar e chegar a lugares que você não podia acessar antes. O tempo de campanha vai depender muito da forma que você vai jogar. Eu fechei o jogo duas vezes, na primeira vez, só fazendo a campanha e jogando no hard eu levei umas 9 horas, e na segunda vez, fazendo 100% do jogo, também jogando no hard, eu terminei em 22 horas.

Vindo do pó

Dust3

Uma curiosidade bacana sobre o game é que ele foi feito por apenas uma pessoa. Isso mesmo, o jogo foi desenvolvido por Dean Dodrill, e na verdade, a ideia original era criar um desenho animado. Dean não sabia nada sobre desenvolvimento de jogos, nem mesmo sabia programar, e recorreu a tutoriais e dicas pela internet. Dean utilizou a XNA engine, da Microsoft, dedicando-se em tempo integral. Em 2009 ele venceu a competição do Dream Build Day, e graças a isso ele recebeu um convite da Microsoft para lançar seu game na Xbox Live Arcade.

Dust: An Elysian Tail é um game excelente, que surpreende, cativa e apaixona. Altamente recomendado, é um jogo que não pode passar em branco. O único ponto negativo que talvez possa ser apontado é a falta de “dificuldade” Não é um game que apresenta um alto grau de desafio, mas também não é tão fácil assim, e o fato de não ter um “checkpoint”, e se morrer, será obrigado a dar reload e ter que refazer tudo desde o último save point(perdendo inclusive toda a experiência, itens e equipamentos conquistados), deixa um pouco menos fácil, além do ajuste de dificuldade que complica um pouco mais as coisas. Então eu recomendo jogar a partir do hard.

Dust: An Elysian Tail foi desenvolvido pela Humble Hearts e publicado pela Microsoft Studios, o game foi lançado em agosto de 2012 na Xbox Live Arcade. Hoje ele está disponível para Xbox 360, PC, Mac e Playstation 4.

Nota: Dustnota (5,0 / 5,0)