GCG News: Ano 5, Edição 41

GCGNEWS041-Janeiro2020

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Arte da vitrine: Rodrigo Estevão
Edição: Rodrigo Estevão

Olá Amigos e Amigas Gamers! Sejam bem-vindos ao quinto ano do GCG News. Este é um podcast onde comentamos os principais lançamentos dos games, as ofertas dos jogos de graça nos serviços da Sony, Microsoft, e as principais notícias do mês!

Apertem logo o play e vamos lá!

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Dúvidas, sugestões, xingamentos, desafios ao mestre platinador é só chamar a gente no email: gamercomoagente@gmail.com

Artigo: Continua no próximo episódio

Venho aqui comentar essa tendência de jogos episódicos que cada vez mais aumenta na nossa querida indústria. Já havia mencionado isso brevemente na resenha do Resident Evil Revelations 2 e agora vou elaborar um pouco mais. Parte da minha motivação é advinda do recente anúncio ou esclarecimento de que o Final Fantasy VII será multi-jogos e não episódico como anunciado anteriormente. E também do novo Hitman.

Primeira temporada

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O primeiro jogo que saiu nesse formato foi o Back To The Future da Telltale, em 5 episódios. Cobrado como Season Pass, onde por um preço reduzido, o gamer teria acesso ao conteúdo conforme fosse saindo; também podendo ser adquirido por episódio separadamente por um preço maior.

De cara digo que este formato não é tão ruim assim, mas o ponto primordial é a periodicidade. Qual é a brecha de lançamento ideal para que o gamer não se sinta desamparado? Ou até mesmo enganado pelo formato? Explico.

Resident Evil Revelations 2 saiu neste formato, eu mesmo questionei isto. Afinal é um tipo de jogo cujo estilo não combina muito bem. E lá foi a Capcom, colocou os lançamentos semanais, tal qual um sitcom americano. Ao final do período seria lançada a versão física sem o impacto do formato. E claro, tudo isso com diversos preços diferentes, que até mesmo confundem o consumidor.

Os episódios saíram em um intervalo tão curto que eu me perguntei porque eu não tive acesso a tudo de uma vez. Afinal, o jogo, apesar do seu formato, não estava estruturado tão bem quanto um da Telltale. O jogo é legal, mas como experimento falhou.

Life is Strange vai no outro espectro. O espaçamento foi muito largo, demorando quase que o ano inteiro para ser completamente lançado. Entretanto estava muito bem estruturado para ser episódico, ele foi pensado assim. Saiu como Season Pass e episódios individuais e ao contrário de REvelations 2, apenas meses depois que a versão física saiu.

Segunda temporada

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Um outro conceito introduzido no formato, pela Telltale, é o de uma história contínua (ou mundo contínuo), dividida em temporadas. Conceito este que não está incluso nos jogos previamente mencionados e também no King’s Quest (que já foi objeto de discussão nos nossos comentários, mas por outros motivos). Este conceito também é derivado das famosas séries americanas. É bastante interessante, principalmente pela progressão e acompanhamento dos personagens, mas pode sofrer dos mesmos problemas que as séries. Os fillers. Crítica que foi dirigida a segunda temporada de TWD.

No longo prazo parece ser uma boa alternativa de valor, visto que se o gamer estiver engajado, ele vai continuar acompanhando. Novamente se faz necessário o comentário da periodicidade dos lançamentos. Até quando é razoável a espera? O intervalo entre temporadas será fixo? Quantas temporadas serão lançadas? Por ora não sabemos exatamente, principalmente pelo fato de que a Telltale está com muitas franquias concorrendo por sua atenção, alguma coisa vai ter que ceder, como foi o jogo do Game of Thrones, que claramente tem uma qualidade inferior.

Terceiro episódio

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Chegamos ao caso Hitman que ao ser anunciado na E3 2015 nada foi mencionado sobre a sua natureza. Parece que foi uma mudança feita no meio do percurso. Todos pensavam ser mais um da franquia. Até que no início de 2016, a Square veio com o papo de que o jogo seria episódico. Automaticamente fiz a associação aos demais jogos mencionados. Mas aqui é um pouco diferente, com o subtítulo de “Enter a World of Assassination”, nós somos apresentados ao um mundo de Hitman, que será populado a cada episódio lançado. E claro, com múltiplas versões de lançamento, com diversos preços. Até mesmo a versão física não vem com jogo, mas sim com o voucher para a versão digital.

De cara no lançamento, já estão disponíveis 3 áreas de exploração livre, seis missões de campanha, 40 assassinatos especiais e até mesmo eventos semanais. Acho interessante, pois o Hitman parece uma plataforma que pode ser populada de conteúdo enquanto houver suporte ao jogo. Independente da história, que se passará após os eventos do competente Absolution, o jogo se coloca como um playground que o gamer poderá se esbaldar de inúmeras formas. Parece interessante.

Season finale

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Voltando com o Final Fantasy VII, já havia estranhado muito quando o jogo foi anunciado como episódico, afinal como dividir um jogo dessa magnitude? Além que os jogos episódicos tem saído por um preço inferior ao normal (já com uma exceção que é o Hitman). Aí a Square me vem com a “novidade” que  FFVII sairá em vários jogos completos. De cara, é óbvio que isso cheira a cobrar full price em todos os jogos.

O exemplo que os produtores utilizaram é o de que FFXIII saiu da mesma forma, que era uma mesma história e mundo contados com diversos pontos de vista. O que todos sabemos hoje é que foi um flop incrível. Esse mundo não foi a lugar nenhum, tanto é que o Versus-XIII acabou virando o FFXV.

Dentro desse contexto, algumas preocupações surgem. Já que o mundo de XIII foi pensado para ser dividido daquela forma, mesmo que ruim. E cada jogo acabou sendo bem diferente um do outro, com inclusive sistemas de batalhas diversos. Portanto, como será tratado o FFVII?

Até onde vai a extensão de cada jogo? Por ora temos muitas incógnitas, mas vale lembrar que o próprio FFVII tem um mundo em si próprio também, com diversos jogos e animações. Então a história que conhecemos lá em 1997 (aproveitem para ouvir o nosso podcast) que já é contida em si mesma, vai ser retalhada ainda mais?

Concluindo, se bem utilizado, o formato pode agregar valor ao jogo que está sendo entregue, mas pode ser muito bem percebido como caça níquel nojento. Portanto, fiquemos atentos para não sermos enganados.

Reimaginando a fantasia

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Olá Amigos Gamers! Para aqueles que ficaram enlouquecidos com o trailer de gameplay de FF7 Remake, saíram mais alguns detalhes sobre o jogo na famosa revista Famitsu. Direto da boca dos produtores. Vamos conferir alguns deles!

a) Quando o projeto do remake (apelidado de “7R”) começou a ser considerado, Hashimoto disse que queria gráficos a nível de Advent Children. Como Nomura foi o diretor de AC, a decisão de tê-lo como diretor do 7R foi natural. (Nota do GCG: Natural trazer o cara que estragou a série FF… tsc)

b) Nomura reconhece que os fãs estão preocupados com as datas do remake, e antecipa que eles (a Square Enix) também querem jogá-lo o mais rápido possível. Esse foi um dos fatores que levou à decisão de dividir o game em partes. (Nota do GCG: Claro que não foi a chance de cobrar mais vezes o preço cheio pelo jogo. Porque infelizmente essa é a direção que está apontando… preparem-se para FFVII-1 / FFVII-2 / e por aí vai.)

c) Algumas partes da compilação FF7 que eram difíceis de entender estarão melhores conectadas no remake. (Nota do GCG: Com o Nomura? Sei…)

d) Nojima ficou impressionado com as vozes de Biggs, Jessie e Wedge, e ao ouví-las, imediatamente mandou uma mensagem ao Nomura dizendo “quero que eles falem mais!”. e) Parte da sequência de fuga após “Bombing Mission” servirá como tutorial para o game. (Nota do GCG: Fim da parte I – mais 59 doletas para o próximo.) f) Nomura diz que não podem discutir aspectos online do game agora. Vão focar em terminar o game primeiro. (Nota do GCG: Precisa realmente de modo online?).

h) Nojima já concluiu o cenário principal da primeira parte do remake. O que falta é adicionar side-quests e melhorar personagens secundários como Biggs, Jessie e Wedge.

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i) Real ≠ Fotorreal é uma frase pro 7R, mas Nomura esclarece que isso não significa que não será fotorreal, mas sim que o realismo vem da integridade e unidade do mundo de FF7.

j) Nomura diz que os soldados Shinra não aparecerão nos próximos materiais promocionais, pois precisam ser refinados. Comparados ao Barret, seu design ainda é muito bruto. Nomura diz que os soldados devem ser detalhados, ou não irão aparecer.

l) Nomura diz que a qualidade que vimos no gameplay só vai melhorar. O que vimos não representa a qualidade final do produto.

m) A famosa abertura de FFVII, onde a câmera dá um zoom em Midgar, provavelmente será mudada no remake. n) O remake terá mais cenas de pessoas vivendo em Midgar. o) O comando “Guard” está sendo considerado, mas a opção de desviar está disponível.

p) Kitase diz que a ATB de 7R é diferente, e apesar de ainda ser chamada de ATB, o nome final será diferente.

Artigo: Retrocompatibilidade x Raio Remasterizador

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Olá amigos!! Terminada a maravilhosa feira de games E3 que para nós é como se fosse uma espécie de “natal” dos games, vimos lindas apresentações. Tanto da Sony que finalmente mostrou o Last Guardian que ao que parece será lançado e o remake de Final Fantasy VII. Quanto da Microsoft que demonstrou a sua Hololens encantando e assombrando os gamers do mundo. Mas uma coisa chamou nossa atenção nesta edição da E3, o anúncio de retrocompatibilidade dos jogos do Xbox 360 no Xbox One.

Oh my God! I’m so RETRO!!

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Anunciada com toda a pompa pelo chefe da divisão de Xbox da Microsoft, Phil Spencer, a retrocompatibilidade fez todo o povo gamer vibrar como podemos observar no vídeo publicado pelo Gamer como a Gente (aqui!). A retrocompatibilidade porém não é tão simples como colocar um adaptador no seu Mega Drive e rodar um jogo de Master System. O Xbox One irá rodar jogos de Xbox 360 como se fosse um emulador, apertando os botões de view e o botão de menu ao mesmo tempo você será levado para a interface do 360, mas com algumas funcionalidades do One e até mesmo gravação de vídeos.

Porém, ele não rodará direto do seu DVD de Xbox 360. Ao colocar o disco no Xbox One ele irá fazer o download do jogo para dentro do seu HD e “emular” o game, ainda assim nem todos estarão disponíveis de pronto. Até o fim do ano a Microsoft promete cerca de cem títulos, mas que para serem retrocompatíveis devem ter a autorização das empresas que são donas dos direitos de cada um. Aí amiguinhos, é que começa a polêmica…

Tira a mão do meu remaster!

raio

Com o advento da nova geração de videogames, nós temos a possibilidade de jogar lindos e novos jogos e nos emocionarmos com eles. Mas o que aconteceu nesses primeiros anos foi uma enxurrada de remasterizações. Tomb Raider, The Last of Us, Gears of War, GTA V são apenas exemplos de jogos que foram atacados com o raio remasterizador e foram utilizados para cobrir a ainda pouco variada biblioteca de jogos tanto do PS4 quanto do XBox One. Sem o menor pudor, até mesmo com jogos não muito expressivos como Sleeping Dogs. Muitos pensam no remaster apenas como uma maneira das empresas lucrarem lançando algo que não é novo (o que pode ser verdade) mas será que esse raio remasterizador é tão ruim assim?

Superetrô vs Remasterman das Trevas

super retrô vs rematman

Por que uma empresa impediria seus jogos de ter uma vida útil mais longa na retrocompatibilidade? Por qual razão não lucrar mais vendendo seus jogos já lançados na Xbox Live impedindo os usuários de baixarem os jogos tão queridos para uma nova jogatina? É meus amigos, ao que parece o motivo se chama remasterização.

Lançando um remaster com novos investimentos, uma empresa pode lucrar mais do que deixando um jogo antigo no mercado. Jogos antigos custam bem menos do que os mais de R$100 que temos que desembolsar para ter um jogo “da nova geração”. Além de obrigar as pessoas que já possuem a versão antiga a desembolsar de novo o seu rico dinheirinho para poderem migrar para a nova geração em paz. Se uma empresa mirou seu raio remasterizador para um de seus jogos preferidos, diga adeus!! A chance de haver uma retrocompatibilidade liberada depois é quase nula. Prepare o seu bolso para comprar novamente seu Gears of War e o Halo que já foram tão caros na época.

Esse sentimento de “é remaster ou nada” só ficou mais evidente depois da declaração de Shuhei Yoshida, presidente da Sony’s Worldwide Studios: “Não vamos mudar nosso foco. O PS4 não tem retrocompatibilidade”.

Todo nós ganhamos

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Pontos positivos e negativos a parte, independente da postura remasterizadora da Sony e do projeto ainda muito beta de retrocompatibilidade da Microsoft, todos saem ganhando de alguma forma.

Aqueles que não tinham um PS3 e compraram um PS4 podem jogar títulos exclusivos como The Last of Us e futuramente God of War 3 com gráficos mais atualizados com a mesma experiência dos que já jogaram os títulos. A postura da Microsoft abriu um caminho sem volta que deixa a posição da Sony em xeque, será que se a Sony começar a perder market share manterá essa postura rígida em relação a retrocompatibilidade?

Com a palavra, o mesmo senhor Shuhei Yoshida:

Retrocompatibilidade é algo difícil. Não digo que nunca faremos, mas é algo que não é fácil de ser feito. Se fosse fácil, já estaria aí.

E3 2015 – Square Enix

SqueenixAmigos Gamers! Vamos a conferência da Square?

Final Fantasy VII Remake

Falamos sobre isso no post da Sony aqui. Mas em termos de negócios, de acordo com a Bloomberg, as ações da empresa aumentaram 2,9%, 2,956 ienes no fechamento da bolsa de Tóquio, o mais alto desde 2008. Fiquem com o trailer de novo.

Kingdom Hearts 3

Umas das mais queridas franquias dos fãs, além de ser um game esperado desde 2005! Finalmente saiu um gameplay que deixou realmente a galera empolgada. A demonstração apresenta aos jogadores o trio Sora, Donald e Pateta enfrentando diversos inimigos.

Fonte: Kotaku

Star Ocean 5: Integrity and Faithlessness

Com esse título quase impronunciável, Star Ocean 5 é um exclusivo de Ps4 e chegará em 2016. Contudo, o jogo já havia sido anunciado pela Squeenix anteriormente. Mas dessa vez várias cenas de gameplay foram mostradas. Sendo uma tradição da série a batalha em tempo real, agora com 6 personagens tem tudo para ser bem frenético! Uma das partes mais interessantes é a falta de transição para batalhas. Os personagens estão andando pelo cenário e ao encontrarem inimigos, o combate simplesmente se inicia, sem telas de carregamento.

Nier

Sendo um sleeper hit da era última geração, a Squeenix revelou um teaser enigmático do que seria um novo game da série Nier de 2010. Sem nenhuma informação concreta além do fato de que o título está sendo produzido em parceria com a Platinum Games, o diretor Yosuke Saito declarou que novidades vão aparecer no segundo semestre de 2015.

World of Fantasy

Ao que parece, seria uma versão do Ni No Kuni no universo do Final Fantasy, com um visual fofinho. Mas sem a marca do estudio Ghibli que fazem os personagens mais fofinhos e fodas de todos os tempos.

Deus Ex: Mankind Divided

Também anunciado anteriormente (confiram aqui), agora com um novo trailer e pitadas de gameplay. Confiram!

Hitman

Apesar de ter sido anunciado na conferência da Sony, a Squeenix trouxe um video novo com elementos de gameplay.

Confiram toda a experiência aqui!