Artigo: GCG Tunes #002

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Olá Amigos e Amigas Gamers! Sejam bem vindos ao GCG Tunes a nossa atração onde discutimos as músicas que embalam as nossas jogatinas.

E para esse segundo post vamos falar sobre o áudio do Super Nintendo vs Mega Drive. Sim! Teremos console wars. Para saber mais sobre isso não deixem de ouvir o Gamer como a Gente número 2.

É clichê ouvirmos que o SNES ganhava de lavada o Mega no quesito áudio, porém, isso não é totalmente verdade e ao longo do artigo irei explicar o motivo. Quando fala-se de áudio digital na geração 16 bits, entende-se por reprodução de arquivos WAV. Na época não existia CODECs, por isso não havia MP3. Os WAVs consumiam muito espaço em um cartucho que possuíam apenas 4 megabytes.

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A Nintendo investiu pesado no áudio de seu console. O Super Nintendo possuí um sistema de som moderno para época que consiste em um chip de 8 bits da Sony e um outro de 16-bits, ambos compartilhando a mesma memória. O sistema de áudio  funcionava completamente separado do sistema principal do console, era um sistema potente e complexo ao mesmo tempo de se trabalhar.

A SEGA utilizou em seu console um chip de som PSG que foi reaproveitado do Master System e dois chips Yamaha 2612 FM que foram reaproveitados de Arcades nas décadas de 80 / 90. O foco da empresa na época era trazer os Arcades para sua casa, e isso facilitou os vários ports para o console.

Dizem que o ponto fraco do áudio do Mega está na reprodução de vozes. As pessoas costumavam falar que todo mundo era rouco no Mega, e isso em boa parte dos casos era verdade em outras um exagero. A culpa era sempre atribuída aos chips de som, porém,  problema do hardware do Mega era o mau uso por parte das desenvolvedoras.

Veja abaixo alguns exemplos de boas vozes digitalizadas no Mega Drive.

Você deve estar se perguntando agora, porque então os desenvolvedores não reproduziam vozes assim no Mega Drive em todos os seus títulos ?

Para fazer essas vozes de qualidade no sistema da SEGA era necessário usar os chips FM, o problema é que os arquivos gerados ficavam muito grandes, e cada byte em um cartucho naquela época custava fortunas. Outro problema era gerar vozes simultâneas, o chip só tinha um canal para voz, por isso poucos optavam por esse caminho, e optavam em fazer as vozes digitalizadas através do chip PSG no qual a qualidade era sacrificada mais ele poupava muito espaço no cartucho.

Um bom exemplo é a comparação da versão beta do Street Fighter 2 Turbo com a versão final.

Versão Beta

Versão Final

E como o Super Nes como fica nesta história? O sistema da Nintendo era fácil de reproduzir vozes no geral, porém ele não era isento de problemas, é comum encontrarmos vários títulos no sistema com vozes abafadas ou com pitch estranho ou distorcido.

O Super Nintendo que foi lançado no final de 1990 (dois anos depois do Mega Drive), dando tempo para a Nintendo analisar a rival. A Sega foi a pioneira na geração, e a rival fez o dever de casa aprendendo com os erros do pioneirismo. O SNES tinha um chip mais potente, que nos trouxe trilhas maravilhosas para o console e muitas composições marcantes, mais quando era lançado um título multiplataforma as diferenças entra as plataformas ficavam claras.

Listei abaixo algumas comparações entre as duas plataformas.

Samurai Shodown

SNES

MEGA

SNES

MEGA

Fatal Fury

SNES

MEGA

Fatal Fury 2

SNES

MEGA

Shadow of the beast

SNES

MEGA

Earthworm Jim

SNES

MEGA

Tecnicamente, o Super Nintendo possuía um hardware muito melhor para reprodução dos sons, e sempre nos entregava um excelente resultado em seus jogos, porém, o som do Mega Drive, se bem utilizado não ficava para trás.

Para a nossa playlist de hoje  temos 5 clássicos do SNES versus 5 clássicos do Mega. Espero que tenham gostado e deixe nos comentários quais músicas da geração 16 bits tocam no seu coração.

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Artigo: GCG Tunes #001

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Olá Amigos e Amigas Gamers! Sejam bem vindos ao primeiro Chiptune a nossa atração onde discutimos as músicas que embalam as nossas jogatinas. Nesse primeiro artigo, vamos de GCG Tunes, a sua playlist de game music!

Quem é gamer como a gente, sabe que as trilhas sonoras dos jogos são inesquecíveis, atravessam gerações e são parte importante para imersão e ambientação dos games.

02m“Jogo do Tarzan ?” Gamer em 1982

A primeiras gerações de consoles como o Atari 2600 possuíam algo mais do que bips, ou se preferirem, chiados com algum ritmo. Na maioria dos jogos os sons mais irritavam do que ajudavam no entretenimento.

Já na geração Nintendinho e Master System os games começaram a ter uma trilha sonora mais elaborada, com músicas empolgantes que grudavam na cabeça. Alguns destaques dessa geração ficam para o tema do Casltevania, Vampire Killer e Alex Kid in The Miracle World.

A geração 16 bits é um caso à parte. A quarta geração foi marcada por uma briga muito intensa de Super Nintendo e Mega Drive, cada empresa querendo conquistar mais fatias do mercado, e para isso lançava games mais elaborados, com melhores gráficos e melhores músicas. Nesta geração, temos obras que podíamos ouvir e apreciar, mesmo com a limitações de som dos cartuchos. Obras como as músicas de Chrono TriggerThe Legend of Zelda: A Link to the Past, sem falar nas incríveis músicas da série do Sonic. Para saber mais sobre a console wars ouçam o podcast número dois do Game como a Gente.

maxresdefault“Nossa, olha esse gráfico, parece filme” Gamer em 1999

Na quinta geração de consoles a qualidade musical foi enorme. Com a entrada de uma nova mídia, o CD, possibilitou que as músicas tivessem a mesma qualidade de um CD de áudio. Um exemplo é o game Tony Hawk Pro Skater. Este game tem músicas de bandas como: Goldfinger, Primus e The Vandals e outras. As mesmas músicas que tocavam no rádio, nos shows, estavam dentro do game. Podíamos deixar o jogo parado e ficar apenas ouvindo suas músicas.

Não pensem que apenas músicas pop, rock ou eletrônicas estavam dentro dos games. Havia alguns games que possuíam músicas orquestradas, como não se lembrar de One Winged Angel música do último chefe do Final Fantasy 7, e da música de abertura de seu sucessor, o Final Fantasy 8. Quando eu queria mostrar para os meus amigos todo o potencial do meu novo vídeo game eu botava a abertura deste game.

Para esse primeiro post selecionei três músicas favoritas dos podcasters Diego , Rodrigo e Diogo, e no final as minhas, portanto para o nosso primeiro Chiptune teremos músicas do Master System até a geração atual.

chronotrigger1920-1443129307911“Vou levar esse jogo porque tem o Goku na capa ?” Gamer em 1995

Diego Ferreira escolheu clássicos como Chrono Trigger – Corridors of time, Streets of Rage – Dreamer, e o clássico moderno Another Winter trilha do game Scott Pilgrim vs the World.

Rodrigo Estevão focou-se nas novas gerações escolhendo o tema da Firelink Shrine de Dark Souls, o tema do Uncharted e o a canção principal de Metal Gear Solid 3.

Diogo Moura selecionou o fantástico tema da Chemical Plant Zone do Sonic 2, a música principal do Medal of Honor Frontline, clássico do Playstation 2 e a já citada abertura de Final Fantasy 8.

Eu adicionei a playlist o tema do castelo do Dr. Willy de Megaman 2, o tema principal do game The Last of Us e e música de encerramento do Silent Hill 2 – Theme of Laura.

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Confira a nossa playlist no Spotify, recheada de versões das músicas acima, como por exemplo: A talentosíssima Taylor Davis fazendo uma versão só com violinos do tema de Uncharted e uma versão da banda belga Helium Horse Fly para o tema da Firelink Shrine de Dark Souls.