GCG Podcast #021 – Games como serviço

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Arte da Vitrine: Rodrigo Estevão
Edição: Diogo Moura

Olá Amigos e Amigas Gamers! Sejam bem-vindos a mais um episódio do Gamer Como a Gente! Hoje iremos abordar um tema polêmico da indústria gamer atual: a tendência dos jogos deixarem de ser um produto e se tornarem um serviço. Para isso trouxemos um convidado especial lá do Podcast Los Chicos, Bruno Audi, o Esteban!

Para onde vão os colecionadores? Como vender um jogo já que você não é mais dono dele? Onde está a vantagem para os gamers? Um futuro estilo Netflix dos games é o ideal? Confiram estas e outras discussões aqui neste episódio.

Aproveitem e fiquem com ótimo artigo de Rodrigo Estevão sobre o estado atual da PSN Plus.

Diego Ferreira também escreveu sobre o tema aqui nesse artigo:

Depois de apertarem o play, não deixem de comentar com as suas opiniões sobre este tema! E sejam gamers como a gente!

De graça? Até jogo bom! Edição Julho 2016

Foram anunciados os jogos “de graça” do mês de julho de 2016 para os serviços online da Microsoft e da Sony. Portanto, vamos a eles:

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Microsoft vem neste mês com um ótimo anúncio, provavelmente para compensar os gamers que desfrutaram do hit “Goat Simulator” no mês passado. Lembrando que os donos de Xbox One terão acesso aos 4 jogos abaixo, sendo os 2 últimos como parte da retrocompatibilidade.

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The Banner Saga 2 – Após sucesso no primeiro jogo da série, a sequência foi lançada em Abril de 2016 para PC, e faz sua estréia para os consoles agora em Julho. É o Final Fantasy Tactics com temática viking! Para os fãs do estilo RPG Tático, é um prato cheio! Cliquem aqui para o trailer.  O jogo está disponível para download durante todo mês de Julho.

Tumblestone – Minha primeira impressão ao ver a primeira parte do trailer foi fantástica. Pensei que fosse um brutal jogo de luta underground (confiram aqui). Infelizmente, ao terminar de assistir ao vídeo, descobri que é só mais um cover de Tetris… O jogo estará disponível do dia 16 de Julho a 15 de Agosto.

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Tom Clancy’s Rainbow Six Vegas 2 –  O sétimo jogo da série Rainbow Six, lançado incialmente no longínquo ano de 2007. Tradicional jogo de tiro de primeira pessoa. Disponível de 1 a 15 de Julho.

Tron Evolution –  Jogo de aventura/ação em terceira pessoa baseado no filme Tron: Legacy. O jogo preenche o gap temporal entre o filme e o jogo Tron: Betrayal, lançado para Wii e Nintendo DS. Segue a linha de praticamente todos os jogos de videogame baseados em filme, então vocês já sabem o que esperar. Disponível de 16 a 31 de Julho.

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A Sony tenta manter o nível do mês passado. Muitos gamers estavam esperando The Evil Within, que foi lançado de graça na PSN Plus do Japão, mas aparentemente o pessoal do ocidente tinha outros planos, conforme podemos ver:

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Saints Row Gat Out of Hell – O Grand Theft Auto avacalhado está de volta! Nesta versão do jogo o gamer terá de ir, literalmente, ao inferno. Confiram o trailer clicando aqui.

Furi – Sinceramente, uma incógnita para mim. O jogo da Game Bakers, te coloca em uma série de batalhas 1 x 1 contra diversos chefes em arenas cyberpunks. O trailer pode ser visto aqui.

Além disso, a Sony ainda trás de graça o excelente Fat Princess e o não tão excelente Call of Juarez: Bound in Blood (para PS3), bem como Oreshika: Tainted Bloodlines e Prince of Persia: Revelation (para PSVita).

Nos vemos no próximo mês! Até lá!

De graça? Até jogo bom! Edição Junho 2016

Olá Amigos e Amigas Gamers! Como sempre estamos aqui para anunciarmos (com um pequeno atraso) os jogos de “graça” oferecidos pela Sony e Microsoft para o mês de junho! Confiram!

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Vale destacar que os donos de Xbox One terão acesso aos 4 jogos, 2 como parte da retrocompatibilidade.

Goat Simulator é um, bom, simulador de cabra. Vai saber porque as pessoas querem jogar isso…

The Crew é o jogo de corrida da Ubisoft. Um flop.

Super Meat Boy é um ótimo jogo de plataforma, bem brutal e bem divertido!

XCOM Enemy Unknown é um remake do clássico de 1994. Excelente jogo!

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A Sony vem com ótimos jogos para a seleção de junho! Corram!

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NBA 2k2016 é um ótimo jogo de basquete, mandem bala!

Gone Home poderia ser um daqueles chatos “walking simulators” (vide Everybody’s Gone To The Rapture), porém é muito mais do que isso. De perto, somos todos especiais. Vale conferir!

Demais jogos incluem: Echochrome (PS3), Siren: Blood Curse (PS3), God of War: Chains of Olympus (Vita) e Little Deviants (Vita).

Até o próximo mês!

De graça? Até jogo bom! Edição Maio 2016

Olá Amigos Gamers! Como sempre estamos aqui para anunciarmos os jogos de “graça” oferecidos pela Sony e Microsoft para o mês de maio! Confiram!

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Mais uma vez a Microsoft vem com uma boa seleção de jogos. Vale destacar que os donos de Xbox One terão acesso aos 4 jogos, 2 como parte da retrocompatibilidade.

Defense Grid 2 é um jogo tradicional de tower defense que tem lá o seus fãs.

Costume Quest 2 é a continuação do inventivo jogo lá de 2010. Double Fine, precisa dizer mais? Peguem logo!

Grid 2 é um petardo da Codemasters, que não obstante, na minha opinião é a melhor produtora de games de corrida da atualidade. O jogo é de 2013, mas continua ótimo.

Peggle é um jogo no estilo de exploda bolhas da mesma, um clássico da Pop Cap.

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Esse mês está difícil de defender as escolhas dos títulos. Obviamente devem ter os seus fãs, mas no geral devem desagradar a alguns gamers.

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Tropico 5 é Sim City tropical (hein, hein), com pitadas de humor, porém neste caso você não é o prefeito, mas sim um ditador de uma república de bananas.

Table Top Racing: World Tour é o jogo de um dos criadores de uma das franquias mais antigas da Sony, Wipeout. Porém, nada tem a ver com o mesmo. É um jogo de corrida, micro corridas na verdade, no bom e velho estilo de Micro Machines (também da Codemasters!).

Demais jogos incluem: Switch Galaxy Ultra (PS4 e PS Vita), Bionic Commando Rearmed (PS3)LocoRoco Cocoreccho! (PS3) God of War: Ghost of Sparta (PS Vita).

Até o próximo mês!

Artigo: Uma análise crítica do momento da PSN Plus

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A Playstation Plus, ou PSN Plus para os íntimos, para quem não sabe, é um serviço pago oferecido pela SONY para seus usuários. Ao se tornar assinante, o gamer passa a receber benefícios que vão desde descontos na compra de games, passando por cloud saving, chegando até a jogos que são distribuídos de forma gratuita e podem ser jogados infinitamente enquanto durar a assinatura.

Entretanto, nos últimos meses, a SONY vem sido amplamente criticada pela suposta má qualidade dos jogos que estão sendo distribuídos gratuitamente.

Por qual motivo misterioso a SONY antes dava de graça jogos de maior investimento, mais conhecidos como “Triple A” (como Bioshock Infinite, Dishonored, Batman:Arkham City, Tomb Raider, Dead Space 3, etc) e hoje só distribuí, em sua maioria, jogos indies ou de menor apelo?

Bem, para entender isso devemos voltar um pouco no tempo para entender como tudo começou.

psnanalise1“A reclamação dos usuários poder ser vista em todos os lados, até aqui no Gamer como a Gente!”

O Início da PSN Plus

O serviço da PSN Plus começou em Junho de 2010, exclusivo para PS3. O serviço vinha para competir diretamente com a Xbox Live, da Microsoft. A diferença principal era uma só: a Live era uma necessidade quase obrigatória para os gamers adeptos ao console da Microsoft. No Xbox 360 você precisava pagar a assinatura da Live para jogar online, enquanto no PS3 as partidas de multiplayer sempre foram gratuitas. Ora, porque então você iria dar seu suado dinheiro para a SONY se ela não te dava nada em troca? Qual era o benefício?

O que me fez tornar assinante logo no início foi o cloud saving, pois meu PS3 sofria com um HD pequeno. Entretanto, a SONY tinha planos maiores para a PSN Plus: a “Instant Game Collection”, o serviço que dá “jogos de graça” para os usuários.

Entretanto, para quem não se lembra, os primeiros jogos lançados na PSN Plus não eram “Triple A”, muito pelo contrário. Nos dois primeiros anos de PSN Plus, entre 2010 e 2012, os usuários jogaram em sua grande maioria games indies de menor custo (Wipeout HD, Dead Nation, Plants vs Zombies, Shank, Trine, etc) e games velhos de 16 bits, mais especificamente jogos lançados para o finado Mega Drive mais de 15 anos antes (Sonic, Streets of Rage, Altered Beast, Comix Zone, etc).

Nesta época, a base de usuários da PSN Plus não era grande, e a SONY precisava mudar sua estratégia para virar o jogo, pois estava atrás da Microsoft.

psnanalise2“Foto do gameplay de Hamsterball, um dos grandes ‘petardos’ da Sony no início da PSN Plus”

O Full House da SONY

A SONY começou a mostrar suas cartas e a virar o jogo em Junho de 2012. Foi neste mês que foram lançados na “Instant Game Collection” os primeiros jogos reconhecidamente “Triple A”, Infamous 2 e Little Big Planet 2. Coincidentemente, ambos jogos haviam sido publicados e distribuídos antes pela (ahá!) própria SONY. Era uma estratégia que não só traria mais usuários como também mostraria às desenvolvedoras grandes o apelo da PSN Plus, e de como elas poderiam divulgar os seus jogos para uma base fixa (e pequena!) de usuários. O boca-a-boca dos gamers faria o resto.

A estratégia da SONY deu certo, e várias desenvolvedoras passaram a distribuir seus jogos na PSN Plus. Os assinantes do serviço puderam jogar “de graça”, entre Junho de 2012 e Dezembro de 2013, jogos como Borderlands 1 e 2, King of Fighters XIII, Resident Evil 5, Bioshock 2, Super Street Fighter IV, Demon’s Souls, Deus Ex Human Revolution, Battlefield 3, Hitman: Absolution, XCOM: Enemy Unknown, entre muitos outros.

Apesar de não termos os números corretos de quantos usuários assinavam a PSN Plus na época (até porque este é o tipo de informação que a SONY guarda a 4 chaves por ter sido a base de toda sua estratégia naquele momento), sabemos que a aderência dos assinantes foi aumentando consideravelmente, como pode ser visto nesta reportagem aqui de Novembro de 2013.

Um ano depois, a PSN Plus já havia se tornado um sucesso estrondoso em toda a indústria gamer. A estratégia fazia com que os competidores arrancassem os cabelos, e inclusive provocou o nascimento em Julho de 2013 da “Games with Gold” serviço semelhante da Microsoft que dá aos seus assinantes jogos de graça da mesma forma que a PSN Plus, exatamente um ano após a mudança de política da SONY (entretanto, deixemos a análise estratégica da concorrente para outro artigo em um futuro próximo).

psnanalise3“Anos Dourados da PSN Plus, impulsionando a SONY ao topo da nova geração das Console Wars”

A faca de dois gumes da SONY

Com o lançamento do PS4 no final de 2013 a estratégia da SONY mudou. Assim como a Live da Microsoft, a PSN Plus se tornava obrigatória para que os usuários do seu sistema pudessem jogar online. O efeito foi praticamente instantâneo, com mais um crescimento expressivo: em menos de um ano, em Outubro de 2014, os assinantes da PSN Plus passaram a somar 7,9 milhões de usuários, em uma base instalada de 13,5 milhões de Playstation 4 vendidos no mundo (como pode ser visto nesta reportagem aqui). A reportagem menciona também que no mínimo a metade de todos os usuários do PS4 teria acesso ao serviço da PSN Plus.

Nos últimos números divulgados pela SONY, em Janeiro de 2016, a base instalada do PS4 somava 36 milhões de usuários. Obviamente, um crescimento proporcional dos usuários da PSN Plus é o mínimo a ser esperado e acaba sendo uma conclusão lógica, apesar de não termos os números precisos por falta de divulgação da empresa.

Entenda agora a fria em que a SONY se meteu com as desenvolvedoras, meu amigo gamer:

Imagine que a SONY se aproxime da Naughty Dog, desenvolvedora de jogos, com uma oferta para a mesma divulgar seu novo lançamento, Uncharted 4, de graça da PSN Plus. Isso significaria que, no mínimo, metade de todas as pessoas que tem Playstation 4 poderiam jogar o jogo de graça e não dariam nem um centavo para a Naughty Dog. Qual seria o interesse da Naughty Dog nisso? O crescimento deixa de ser sustentável, ao contrário do que ocorria em 2012 e 2013 quando o número de usuários da PSN Plus era muito inferior ao número de donos de PS3.

Como a nova geração dos videogames ainda é relativamente jovem, as desenvolvedoras grandes só vão estar dispostas a dar seus jogos de graça quando a expectativa de venda destes jogos não for tão forte como agora. Ou talvez só o façam quando uma nova versão do mesmo jogo estiver no forno para sair (por exemplo, quando Borderlands 1 foi dado de graça na PSN Plus às vésperas do lançamento de Borderlands 2).

psnanalise4Uncharted 4 de graça da PSN Plus mês que vem, só no meu Photoshop

 A solução da SONY

Como podemos ver, a SONY ficou com um problema gigantesco em suas mãos. As grandes desenvolvedoras de jogos se refreiam em botar seus jogos de graça para não perder dinheiro, e a base de usuários da PSN Plus, agora enorme, clama por receber seus games gratuitos.

Encurralada e sem soluções, a SONY acha uma saída simples: ela vai atrás de desenvolvedoras Indies, empresas menores que estão em busca de espaço no mercado e uma base cativa de fãs, e que estão produzindo essencialmente jogos multiplayers, que necessitam de uma larga massa de gamers para jogar. Basta analisar os jogos que estão sendo lançados nos últimos meses para ver que isto não é uma mentira: Dead Star, Rocket League, Helldivers, Nom Nom Galaxy, BroForce, Magicka 2, etc.

Enquanto tudo isso ocorre, a rival Microsoft tenta correr atrás do tempo perdido e recuperar parte do seu market share, dando de graça ótimos jogos na “Games With Gold” que em sua maioria já foram dados antes pela SONY (como Sherlock Holmes Crimes and Punishments e Borderlands em Março de 2016 e Deus Ex: Human Revolution em Janeiro deste mesmo ano). Como a SONY já deu esses mesmos jogos de graça anos antes, não faz sentido para a mesma dá-los novamente – só geraria mais fúria dos fãs, que hoje já não é pequena.

psnanalise5“Eu to esperando ‘Fallout 4’ de graça e recebo ‘Super Time Force Ultra’? Tá de sacanagem, Sony!”

O Futuro

Para os usuários insatisfeitos com a qualidade dos jogos, a solução é simples: parar de assinar o serviço da PSN Plus e parar de choradeira. Se você não gosta de alguma coisa, não a consuma e mostre sua insatisfação. Com a PSN Plus perdendo usuários, a SONY receberia a chacoalhada que precisa para tentar mudar alguma coisa. Se o gamer reclama por meses em sequência mas continua pagando a assinatura religiosamente é porque não está tão incomodado quanto parece estar.

Entretanto, a interrupção do serviço é muito difícil de acontecer, visto que grande parte dos usuários utiliza a PSN Plus para jogar online e quer continuar a fazê-lo. Então, amigo gamer, só resta engolir o choro.

psnanalise6“Vou contar tudo pra minha mãe, SONY!”

A SONY certamente está escutando todas as reclamações de mãos atadas, refém do próprio sucesso e da estratégia que criou de dar jogos de graça. Só resta a ela dar tempo ao tempo, até que as desenvolvedoras de jogos Triple A já não vejam mais potencial de venda nos seus games antigos e queiram distribuí-los de graça para pavimentar o seu futuro.

A pergunta é: se a situação persistir por muito mais tempo, poderia a Microsoft recuperar o prejuízo e alcançar a SONY? Isso só o futuro (e os gamers!) dirão.

De qualquer forma, dada a qualidade dos games indies que são lançados atualmente, na minha modesta opinião de assinante da PSN Plus (que passou 2 anos jogando de graça jogos velhos de 16 bits), acho que os gamers que criticam a SONY hoje estão reclamando de barriga cheia.