PES 2016 de graça para PS4 e PS3!

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A Konami, produtora do game Pro Evolution Soccer 2016, anunciou ontem que no dia 8 de dezembro disponibilizará uma versão gratuita (porém limitada) do seu principal game de futebol.

A versão free-to-play contará com o modo exibição e sete equipes. Dessas sete, foram divulgadas apenas 5: Juventus, Bayern de Muniche, Roma, a seleção francesa e a seleção brasileira. Mais uma oportunidade para os que ainda não jogaram de experimentar a jogabilidade de Neymar e cia.

Além disso, a Konami também mencionou que disponibilizará o modo de treino e o MyClub, que permite que os usuários customizem um time com os jogadores disponíveis.

Ficamos na espera. Queremos ver golo!

De graça? Até jogo bom! Edição Dezembro 2015

Amigos Gamers! Chegamos ao derradeiro mês de 2015!! Que tal conferirmos as ofertas de jogos grátis dos serviços da Microsoft e Sony no mês de dezembro???

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Temos cinco jogos este mês para o X-box Live, um a mais que no mês anterior! Lembrando que depois da atualização de sistema do X-box One os seus usuários podem jogar os cinco jogos disponíveis (dois da nova geração e três do X-box 360), Vamos a eles!

Jogos para X-box One

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The Incredible adventures of Van Helsing estará disponível durante todo o mês de dezembro, este Jogo de RPG tem boas doses de Hack and Slash, bons gráficos e jogabilidade em um ambiente gótico (Me lembrou muito o estilo de Diablo).

Thief estará disponível na Live entre 16 de dezembro e 15 de janeiro. Jogo no estilo Stealth, Thief não recebeu grandes notas, mas de graça vale a pena né?

Jogos para X-box 360

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Todos os jogos conhecidos. Castlestorm é um divertido jogo de estratégia em gráficos 2D (disponível na primeira quinzena de dezembro), Sacred 3 é mais um jogo parecido com Diablo. RPG/ Hack and Slash baseado no sistema de classes, ótimo para jogar com amigos e Operation Flash point é um jogo de FPS feito pela Codemasters, que é mais conhecida pelos seus jogos de corrida. Os dois últimos jogos estarão disponíveis apenas na segunda quinzena de dezembro.

 psplusA Sony seguiu o mesmo feijão com arroz do ano inteiro no mês de dezembro. Dois jogos indies para PS4, dois jogos para PS3 e dois jogos para PSVITA (todos disponíveis a partir da primeira terça-feira do mês de dezembro). Vamos lá!

Jogos para PS4

Desde que liberou Injustice: God Among Us no final do ano passado, a Sony só liberou jogos Indies para os assinantes da PSN PLUS no PS4. Será que a Sony sentou na sua liderança isolada no mercado de games? Embora não tenhamos nenhum “triple A” esse ano, temos bons jogos Indies.

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Com notas razoáveis entre crítica e usuários, Gauntlet é um excelente jogo de ação/RPG para jogar de modo cooperativo com até 4 pessoas (bastante comum isso hoje em dia né?), King’S Quest é um bonito jogo de fantasia e puzzles que vale a pena ser visto, mas apenas o PRIMEIRO EPISÓDIO. Então, aí vai a minha opinião…

Dar na PSN Plus o primeiro capítulo de um jogo episódico DE NOVO sony? É a mesma coisa de dar um pacote de figurinhas para uma criança – foi de graça, mas o pai da criança vai ter que comprar o álbum. Jogue um episódio que vai durar umas duas ou três horas no máximo e depois tire a aranha da carteira se quiser ver o final do jogo comprando os outros episódios ou acendendo uma vela para a mãe Sony liberar os outros episódios.

 Jogos para PS3

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Aí sim!! Far Cry: Blood Dragon dispensa apresentações enquanto SSX é um competente jogo de Snowboard. Nessas horas que faz falta uma retrocompatibilidade…

Jogos para PSVITA

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Freedom Wars é um RPG de ação com bons gráficos e recebeu boas notas no seu lançamento, vale a pena dar uma olhada. Rocketbirds é um shooter em 2D com excelentes gráficos, parece bem divertido e merece uma atenção.

Resenha: Metal Gear Solid V: Phantom Pain

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Kept you waiting, huh?


 

A Saga Metal Gear

Se você é gamer como a gente e não esteve em uma ilha deserta nos últimos 20 anos, você conhece a saga Metal Gear. Criada por Hideo Kojima – também chamado carinhosamente de Deus por vários gamers, ou pejorativamente de Trolljima por outros poucos – e publicada pela Konami, a saga teve início no longínquo ano de 1987 com o jogo de mesmo nome, lançado para o MSX2.

O sucesso estrondoso fez com que a Konami demandasse diversos novos capítulos da saga, todos com uma complexa e interligada história e lançados ao longo desses anos que se passaram. Finalmente, em 2015, fomos agraciados com o último jogo da série, Metal Gear Solid V: Phantom Pain, que fecha um ciclo vitorioso e dá um magnífico ponto final à história de Big Boss e Solid Snake.

Ou será que não?

mgs diamond dogs“Os Diamond Dogs. Quem diria que o Big Boss seria fã do David Bowie?”

 O Enredo

Situado na intrincada linha temporal da série entre o Metal Gear Peace Walker e o Metal Gear original, o jogo começa relembrando os eventos mostrados no prólogo Ground Zeroes com a destruição do exército privado do Big Boss, os Militares Sem Fronteiras (MSF).

Big Boss, agora dublado por Kiefer Sutherland (o Jack Bauer da série de TV 24 horas), acorda em um hospital e é informado carinhosamente pelo médico que esteve em coma por nove anos, que perdeu um braço e que possui um chifre na testa. Adotando o codinome de Venon Snake, o herói de poucas palavras deve liderar a reconstrução do seu exército, agora nomeado Diamond Dogs, para ir em busca de duas antagônicas missões: vingança contra seus inimigos e uma telletubiana paz mundial.

A parte interessante é que Big Boss não está sozinho. Ao longo da jornada, Venon Snake também vai montando seu grupo de super-amigos: o espião Revolver Shalashaska Ocelot, o mercenário Kaz Miller, o cientista Huey Emmerich, a sniper vira-casaca Quiet, o velho navajo Code Talker e o misterioso garoto Eli. Ao contrário do desenho da Hanna-Barbera, todos os personagens são muito bem trabalhados durante o jogo e a personalidade de cada um é muito bem definida, dando peso e substância para a história (e de lambuja você ainda ganha um cachorro, um cavalo e um robô de estimação!).

O principal antagonista do jogo, o caricato Skull Face, também parece ser uma homenagem às clássicas histórias em quadrinhos: ele tem a fisionomia do Caveira Vermelha e um plano diabólico digno dos vilões do seriado do Batman dos anos 60.

mgs skull face“A primeira regra do Clube dos Vilões Malucos é: Você não fala sobre o Clube dos Vilões Malucos.”

 O Gameplay

É neste ponto que Metal Gear V: Phantom Pain realmente brilha. Além de ser provavelmente o jogo com o melhor gameplay de stealth já feito em qualquer plataforma de videogame, as diversas formas de se enfrentar cada missão ou de se infiltrar em cada fortaleza inimiga proporciona incontáveis chances replay do game.

Quer invadir uma fortaleza na calada da noite, estrangulando guardas na surdina? Tranquilo.
Quer eliminar todos os inimigos de longe usando um rifle de franco atirador com mira infravermelha? Também rola.
Quer solicitar apoio aéreo de helicóptero para confundir os seus perseguidores? Moleza.
Ou talvez você prefira bancar o Rambo e passar por cima de todos com um tanque de guerra? Pode também.

Os mapas do novo Metal Gear são maravilhosos e também influenciam bastante no gameplay. As tempestades de areia do Afeganistão podem servir para ocultar sua fuga da base inimiga em um momento de desespero e as frequentes chuvas do território africano podem abafar seus passos enquanto você tenta driblar seus oponentes.

Outro papel importante no gameplay é o desempenhado pelos seus aliados. O seu fiel cachorro, D-Dog, consegue farejar todos os seus inimigos. A sniper Quiet providencia um essencial suporte de longa distância. O robô D-Walker é provavelmente a melhor arma quando você deseja enfrentar inimigos superpoderosos. E o cavalo D-Horse, além de ser provavelmente o melhor meio de transporte do jogo, pode participar efetivamente das suas armadilhas de uma maneira no mínimo cômica.

As opções são infinitas Metal Gear V: Phantom Pain. E o melhor de tudo é que se você quiser esquecer tudo que eu mencionei acima e usar somente suas inseparáveis pistola de tranquilizante e caixa de papelão, você também pode. Ponto para Kojima e para Konami, que em uma tacada de mestre conseguem agradar a gregos e troianos.

Ah, e não posso esquecer de um dos pontos principais! O jogo corre perfeitamente sem os costumeiros bugs dos jogos de mundo aberto – Witcher 3 e Fallout 4, estou olhando para vocês!

mgs quiet“O mestre mandou você matar todo mundo”

 O jogo perfeito?

Infelizmente não. Gamer como a gente sempre consegue achar uma crítica aqui ou ali, não é?

Algumas vezes os inimigos parecem cegos e não te veem mesmo que você esteja a 5 metros de distância. O “reflex mode”, que coloca todos os inimigos em câmera lenta, também foge do gameplay implementado nos jogos anteriores da série e acaba muitas vezes por quebrar o clima de tensão ao invadir uma base inimiga – ainda bem que ele pode ser desabilitado nas opções do jogo.

Entretanto não seriam pontos como esses acima que manchariam uma obra prima…

Creio que o game possui dois principais problemas que literalmente o impedem de ser não só o melhor Metal Gear da história como também o melhor game já feito até então: a forma como o enredo é contado e a forma como ele é estruturado.

O problema com o enredo: Após inúmeras críticas (infundadas, na minha modesta opinião) com relação ao Metal Gear Solid 4, Kojima modificou a forma de contar a história de sua saga, abdicando das cenas em computação gráfica e inserindo uma série de fitas cassetes para serem escutadas. Grande parte da história, background dos personagens e segredos do jogo só serão descobertos ao ouvir as fitas. Com isso, o ritmo de jogo acaba sendo quebrado quando entre uma missão e outra você literalmente pára tudo para ligar seu walkman. Senta que lá vem a história.

O problema com a estrutura: O jogo, assim como Metal Gear Peace Walker, é estruturado em missões. As missões são divididas em dois tipos: as missões relacionadas à história principal (as chamadas main quests) e as missões que andam em paralelo a estas (conhecidas como side ops) Enquanto isso funciona perfeitamente no Metal Gear Peace Walker – jogo originário do PSP, console portátil da Sony – em Phantom Pain o gameplay parece muitas vezes arrastado e a história perde uma fluidez necessária para que o jogo possa “engatar” de verdade. Por diversas vezes você se vê querendo ir atrás dos mistérios da história principal, mas antes disso tem que passar por missões que parecem não ter nenhuma relação direta com o enredo. Para quem é fã de animes, muitas vezes você se sente jogando um filler.

Além disso, admito que senti falta de uma missão final que realmente faça uma ligação direta entre Phantom Pain e o Metal Gear original. Para quem não tiver medo de spoilers ou já tiver terminado o jogo, deem uma olhada na missão 51 retirada do jogo.

mgs eli“Quem sabe veremos o final da sua história em um DLC, amiguinho…”

O fim de uma era

Independentemente das críticas, esse é um Metal Gear para entrar na história.

Afinal este é o último Metal Gear feito pelo seu criador, Hideo Kojima. O Metal Gear que encerra um ciclo de 28 anos de história do mundo dos games – uma história sem milking e enrolações! O Metal Gear que colocou na saga um gameplay de profundidade única, unindo os games stealth e os games de mundo aberto de uma forma nunca vista anteriormente. O Metal Gear com mais conteúdo jogável do que qualquer outro jogo da saga. O Metal Gear que apesar de possuir alguns problemas em sua estrutura de enredo, consegue entregar uma história consistente e com um plot twist surpreendente no final.

Se você ainda não jogou, está cometendo um sacrilégio.

Você não vai deixar o Snake esperando, vai?

Nota: mgs nota ( 4 de 5 )

Artigo: Caçadores de Troféu

trophy hunter 0Quem joga videogame hoje já está acostumado a ganhar troféu. Mas será que vale mesmo correr atrás deles?


A última geração (PS3/XBox 360) foi responsável por mudar o mundo dos games em diversas maneiras. Gráficos que beiram a realidade, enredos complexos e partidas multiplayer online deixaram de ambientar os sonhos de sedentos gamers como a gente para se tornarem uma realidade ao alcance de qualquer um que possua um controle – estes, hoje em dia, já sem fio.

Entretanto, a geração passada também inovou em algo que definitivamente não era esperado pela imensa massa gamer: a adição de troféus e conquistas em cada jogo. Atualmente todo game lançado traz consigo um pack de troféus completamente arbitrários para serem caçados.

trophy hunter 1“Obviamente não é desse tipo de troféu que você vai caçar – e esse cara na foto é um babaca, by the way”

Muitos clamam por aí que os troféus não servem para nada. Afinal, muitos de nós vivemos e jogamos videogame em uma época em que eles não existiam e nos divertíamos da mesma forma. Já outros bradam que as conquistas já se tornaram peça fundamental no mundo dos games atuais.

A pergunta é: Quem está certo nessa discussão?

Por incrível que pareça, penso que as duas partes estão igualmente certas… e também igualmente erradas.

Ahn? Como assim?

trophy hunter 4“Pegar o tesouro pode ativar uma armadilha mortal atrás de você”

Muitos gamers afirmam que caçar todos os troféus de um jogo é a melhor forma de dar valor ao dinheiro investido na compra deste maravilhoso ativo que tanto amamos. As conquistas nada mais seriam do que agregadores de valor. Seriam aquele estímulo extra para o gamer jogar aquele jogo uma vez mais, ou talvez experimentar um nível de dificuldade mais elevado.

Entretanto, talvez a principal razão da existência dos troféus e criação das conquistas pelos desenvolvedores de jogos sejam os universalmente famosos bragging rights. Como gostamos de dizer no Rio de Janeiro, é só “pra tirar onda”. Os troféus seriam a forma mais fácil de provar que você comandou um jogo de todas as formas possíveis. Afinal, qual gamer nunca teve suas árduas conquistas desacreditadas pelos amiguinhos invejosos no recreio do colégio?

Por exemplo: meu grande amigo Diogo Moura, membro fundador do Gamer como a Gente, editor de podcast e reconhecidamente um dos maiores sega-maníacos do Brasil está cansado de me falar que quando era criança zerava os jogos do Sonic com os pés nas costas.

Talvez, se existissem troféus naquela época, ele pudesse provar…

trophy hunter 3“Farejando facilidades: Assim é mole, Diogão!”

Já outros juram de pés juntos que as conquistas não servem para nada e inflam os jogos de uma forma irreal. E isto também e verdade: devemos reconhecer que muitos troféus são inconsequentes e realmente não agregam nada ao gameplay. Afinal, porque diabos você ficaria apertando o botão 2.047 vezes em uma missão de Command & Conquer, por exemplo? Vale a pena sair do seu caminho normal e perder valiosos minutos de gameplay para isso?

Além disso, em termos comparabilidade, o valor prático de uma conquista adquirida em um game é zero. O troféu de platina de Dark Souls vale rigorosamente a mesma coisa que o troféu de platina do jogo da Hannah Montana. O seu Level (no Playstation) ou seu Gamerscore (no X-box) não querem dizer absolutamente nada.

Então, porque continuar nesta caçada?
A resposta, na verdade, pode ser bem mais simples do que a pergunta.

trophy hunter 2“Seria você um escravo de você mesmo?”

Quando criança eu era aficionado por coleções: bolinhas de gude, chaveiros, times de futebol de botão, revistas em quadrinho, cards, bonés, álbuns de figurinha…  – e se eu continuasse esta lista, provavelmente não terminaria hoje. Qualquer semelhança com o Colecionador, vilão cósmico da Marvel, é apenas mera coincidência.

O mais curioso é que grande parte dos meus itens colecionáveis não possuía nenhum valor monetário – o verdadeiro valor era sentimental: nada se comparava à alegria transcendental de adquirir um item novo para a coleção.

É impossível ignorar a óbvia semelhança: as bolinhas de gude de ontem são os troféus de hoje. E com um plus: são de graça! Eles vêm contidos naquele jogo que você já compraria de qualquer forma. E para tirar onda com os amigos é ainda mais fácil que antigamente, basta mostrar seu username/gamertag.


“Estimulando uma saudável competição”

Claro que nós gamers nunca estamos satisfeitos. Seria interessante se Microsoft e Sony implementassem recompensas melhores para aqueles jogadores que correram atrás de todos os troféus de um jogo. Você não gostaria de ganhar um avatar ou um papel de parede do Big Boss ao ganhar a platina do Metal Gear Solid V? Ou melhor ainda, que tal ganhar um desconto de 5% na compra de Hearts of Stone, DLC do Witcher 3, caso você já tenha recebido todas as conquistas de Geralt de Rivia no jogo original?

Apesar de tudo e no final das contas, em termos práticos, qualquer coisa que possa – mesmo que minimamente – aumentar o seu prazer de jogar videogame nunca deve ser descartada. Ninguém te obriga a buscar todas as conquistas de um jogo. Mas se a caçada pelos troféus pode trazer qualquer tipo de satisfação, porque não buscá-los? Tudo que pode fazer de um gamer como a gente um gamer feliz é sempre bem-vindo.

Nos vemos online! Em busca da próxima platina! 

Resenha: Dark Souls 2 – Scholar of the First Sin

Dark Souls 2: SOTFS

Perhaps you’ve seen it, maybe in a dream. A murky, forgotten land. A place where souls may mend your ailing mind. You will lose everything, once branded. The symbol of the curse. An augur of darkness. Your past, your future, your very light. None will have meaning and you won’t even care. By then you’ll be something other than human. A thing that feeds on souls. A hollow.


O CONTO DAS ALMAS SOMBRIAS

A espada de Vendrick assobiava furiosamente enquanto cortava o ar. Eu sabia que qualquer erro seria fatal e significaria a morte. Procurava uma pequena brecha – não para atacá-lo, mas para que conseguisse dar um gole no meu Estus Flask, o que me garantiria mais algum tempo de vida. O suor escorria pelo meu rosto e meus braços fraquejavam, cansados de empunhar a espada por tanto tempo. Entretanto, parar não era uma opção. Quantas vezes já havia estado ali naquele mesmo aposento escuro, e quantas vezes minha alma já havia sido ceifada pelo Rei de Drangleic? Estava consciente que a batalha contra ele nada mais era do que um reflexo de mais uma disputa interna que ocorria entre minha paciência e minha soberba, assim como tantas outras que já haviam transcorrido ao longo da minha jornada.

Lançado pela From Software em 2014, Dark Souls 2 trouxe de volta ao mundo gamer a aflição, o desespero e a glória já cimentadas anteriormente como pedra fundamental pelos seus predecessores: Demon Souls e Dark Souls. Como se não fosse o bastante, em 2015 fomos agraciados com uma outra pérola: Dark Souls 2 – Scholar of the First Sin, que não só compila o hit de 2014 com todos os DLC’s lançados para ele, como também traz mudanças em todas as fases, incluindo novos inimigos, novos NPC’s e um novo final.

Dito isto, resta apenas uma pergunta: se você tem um PS4, Xbox One, PC, PS3 ou Xbox 360, vale a pena desbravar o mundo de Drangleic?

scholar 0“Enfrentar ao mesmo tempo o Nemesis medieval e um hipopótamo gigante de um olho só? Tô dentro.”

O CONTO DO REI QUE ABANDONOU SEU TRONO

A história, assim como acontece nos outros jogos da série, não é contada de uma maneira trivial. Para entender o que ocorre a sua volta você deverá prestar bastante atenção nas conversas com os personagens e nas descrições dos itens do jogo. O game transcende a narrativa linear dos jogos comuns e propõe ao player de uma forma nada explícita reunir pequenas pistas que vão sendo apresentadas desde seu início com o desígnio de reconstruir a história perdida do reino de Drangleic.

Aos poucos, uma jornada que começa com o objetivo de curar a maldição que assola o seu personagem toma proporções muito maiores. Mergulhando no jogo você vai conhecer a história dos irmãos Vendrick e Aldia, vai entrar a fundo nas motivações da Rainha Nashandra, vai reviver as memórias da guerra com os Gigantes e perceber que cada cenário do jogo tem um propósito específico e uma razão de existir.

scholar 2“E aviso desde já: o jogo se passa em um mundo onde Papai Noel é Rei”

O CONTO DO HOMEM QUE NÃO SABIA MORRER

Quanto ao gameplay, a fama da série Souls a precede. Um gamer como a gente – experiente ou novato – já sabe o que esperar. As batalhas são difíceis, porém são justas. O jogo é desafiante, a curva de aprendizado é longa e tortuosa, os inimigos são numerosos e suas frustrações serão muito maiores do que ser informado de que sua princesa infelizmente está em outro castelo.

Vale salientar que se você é um recém-chegado na série, eu diria que Dark Souls 2 – Scholar of the First Sin é uma ótima porta de entrada. O jogo é consideravelmente mais fácil que os anteriores. Obviamente, fica a observação: ser mais fácil não significa dizer que o jogo é tranquilo como uma caminhada no parque.

Fique também despreocupado porque a escolha da sua classe de personagem no início do jogo decerto não traçará o futuro de como ele vai se desenvolver. Esteja você construindo um guerreiro brutamontes ou um mago poderoso, são incontáveis as formas de se aproximar de cada duelo e de como evoluir seu personagem. E, no final das contas, caso você morra – e confie em mim, você vai morrer – saberá que a culpa foi única e inteiramente sua. Mas não se preocupe! Como uma fênix, você renascerá em uma bonfire e tentará uma vez mais mudar o seu destino.

scholar 3“Entretanto, todos nós sabemos que seu verdadeiro destino será ler diversas vezes a frase mais conhecida de todos os jogadores da série Souls”

O CONTO CANTADO PELOS AMIGOS

O multiplayer também está espetacular e funciona da mesma maneira que nos jogos anteriores. Seja ajudando um companheiro a acabar com um chefe ou invadindo de surpresa algum player desavisado, a diversão será intensa. E não confie inteiramente nas mensagens deixadas pelos outros jogadores!

Mas o melhor ponto do jogo – e de toda a série Souls, na minha modesta opinião – é a resenha com os amigos. Nada melhor do que discutir como passar de uma fase complicada, explicar onde está aquele NPC escondido ou dar aquela dica especial de como matar aquele chefe impossível. Conversar sobre o jogo é quase uma maneira de jogá-lo uma vez mais. As batalhas se tornam eternas nas vozes dos bardos.

No final das contas, mesmo sendo mais acessível em termos de dificuldade, Dark Souls 2 – Scholar of the First Sin não foge das suas raízes. Os designs dos chefes estão cada vez melhores e as batalhas ficarão sempre em sua mente. E até mesmo inimigos normais, como o guerreiro tartaruga de Forest of Giants, os soldados de Iron Keep, ou as feiticeiras de Shrine of Amana serão capazes de deixar até o mais poderoso dos guerreiros com o cabelo em pé.

E uma coisa é certa: vencendo ou perdendo, suas mãos estarão suadas e tremendo no final.

Praise the sun!

Nota: scholar nota (5,0 / 5,0)