Revolução!

Amigos Gamers! Venham comemorar amanhã o dia da Revolução Cultural com o Splitplay!

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O Brasil passa neste momento por uma grande revolução em seu mercado de games. Há um ano atrás pouco se ouvia falar dos jogos produzidos aqui, mas somente neste ano, já foram 5 vezes que jogos nacionais apareceram sendo jogados por artistas nas novelas da emissora Globo, por exemplo.

Com produções de qualidade e competitividade internacional como Aritana e a Pena da Harpia, Tormenta: O Desafio dos Deuses e Chroma Squad, estúdios nacionais estão atraindo a atenção de cada vez mais jogadores e mostrando que o Brasil é uma potência quando se trata de jogos eletrônicos.

Para que ainda mais pessoas venham a conhecer os jogos brasileiros, o Splitplay fez uma parceria com mais de 30 desenvolvedores e vai disponibilizar mais de 30 jogos nacionais gratuitamente das 10hrs as 16hrs desta terça-feira dia 18.

Após esse período, a loja disponibilizará inicialmente a R$1,99 um bundle com diversos jogos nacionais que juntos somam mais de R$130, logo em seguida para quem perdeu a gratuidade. O preço do bundle vai aumentar a cada 12h para R$4.99, R$9.99, R$19.99, R$29,99 e R$39.99 sucessivamente até finalmente chegar a R$49.99, e será vendido somente até o domingo, dia 23.

Não fiquem de fora, corram e façam o seu cadastro aqui!

Resenha: Carcará – Asas da justiça

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Quando se escuta falar em games brasileiros, a maioria das pessoas torce o nariz, duvidam da qualidade dos jogos, talvez por já ter se decepcionado antes, ou pela falta de tradição do país nessa área. Confesso que eu mesmo fico com um pé atrás quando a produção é nacional, mas mesmo assim faço questão de jogar e tirar minhas próprias conclusões a respeito da obra. Quando comecei a jogar Carcará – Asas da Justiça, eu não tinha expectativa alguma em relação ao game, e graças a isso, me surpreendi de forma bastante positiva.

Nada mais do que a lei

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Carcará – Asas da Justiça é um game indie nacional, produzido pela Supernova Indie Games inspirado em Phoenix Wright. O jogo é um adventure/visual novel onde você precisa coletar evidências, realizar investigações e resolver mistérios além de batalhar de forma bastante divertida no tribunal.

O jogo começa com o protagonista narrando uma tragédia na sua infância que mudou a sua vida para sempre: a morte da sua avó. E esse fato, tendo as circunstancias explicadas em detalhes ao longo do jogo, é o que faz com que Fábio Carcará se torne um advogado especializado em direitos do consumidor, que tem como ideal defender pessoas que foram enganadas e tiveram seus direitos infringidos.

A história do jogo é realmente muito boa. Os casos se iniciam sempre de forma simples, mas no desenrolar dos julgamentos, as reviravoltas começam a acontecer, revelando intenções, tramas e motivos obscuros de réus e até mesmo de algumas testemunhas. Isso lembra muito aquelas séries policiais e de investigação com plot twists bem bacanas.

Caros colegas

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Os personagens do game são bastante carismáticos, divertidos e com características únicas, como o advogado Francisco Pavão por exemplo, que tem um visual parecido com o do cantor Falcão. Ou Nina, a estagiária que começa o game menosprezando o protagonista, mas que depois se torna sua parceira, ajudante e porque não dizer amiga, durante a aventura. A história dos personagens: parceiros, clientes, amigos e rivais, seus backgrounds são legais e bem construídos, e isso é um quesito muito importante para o sucesso de qualquer game.

No jogo você vai precisar realizar investigações, coletar algumas evidências e questionar as testemunhas sobre seus depoimentos. Tentando assim expor mentiras através do raciocínio lógico utilizando as evidências que você tem. Apesar do game ser baseado em Phoenix Wright, ele tem mecânicas exclusivas e muita personalidade, e não se limita a ser um simples game que tem como temática “direitos do consumidor”. Muito pelo contrário, o jogo vai muito além disso, desde as ilustrações, diálogos enredo e etc, tudo é muito bom e muito bem feito.

Carcará – Asas da justiça cumpre muito bem o seu objetivo de entreter e divertir, mas ele vai além disso, cumprindo também um outro objetivo que poucos jogos tem, o de ensinar. Sim, ensinar, porque o jogo é também uma aula de direitos do consumidor (mesmo que de forma simplificada), e você vai aprender coisas bem interessantes e uteis que você não sabia sobre os seus direitos.

Levantem-se para o veredicto

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Eu tive uma ótima experiencia jogando esse game. Foi sem dúvidas uma grata surpresa.  Não é um jogo longo, mas também não é curto e conta com algumas boas horas de jogo. De ponto negativo só consigo apontar um, o fato de não ter uma opção para salvar o game a qualquer momento, tendo que esperar até o jogo chegar ao checkpoint, ou sair e ter que jogar tudo novamente até o ponto em que você parou. Mas isso não afeta em nada a experiência e a diversão do game.

O jogo esta disponível para PC, Mobile e é grátis.

Nota: CarcaNota (4,5 / 5,0)

Velhinhas de bigode!

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Mais um #BRIndie na área aparecendo! Unnamed Fiasco é o fruto do primeiro trabalho do time homônimo oriundo de Niterói, no Rio de Janeiro. O jogo surgiu como um protótipo numa game jam em 2014. E de lá para cá, o time foi desenvolvendo essa ideia e amadurecendo-a, até chegar neste ponto.

Unnamed Fiasco é um jogo multiplayer de arena com uma temática mexicana que envolve velhinhas de bigode, touros bigodudos, um toureiro e até mesmo um bebê luchador!

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Agora qual é o pulo do gato do jogo? Quando o jogador morre, um clone dele é criado e ele repete as ações até o momento de sua morte. Ajudando a sua versão viva. Imagine, então, a arena completa com até 4 jogadores, entre “fantasmas” e “vivos” combatendo os inimigos, diversão na certa! O game possui 4 modos de jogatina: deathmatch, capture a bandeira, caça ao tesouro e perseguição policial. No meio de uma partida pode surgir o chamado “minute madness“, o qual altera as características daquele round adicionando novas dificuldades.

O jogo será lançado ao final de 2015 para PC/Mac/Linux e também no Xbox One! Perfeito para aqueles altos embates com os seus amigos! Vamos aguardar!

Contato da galera do Unnamed Fiasco Team:

Site
– Facebook

Ser um herói é difícil…

… quando ele é tão patético quanto você. Um cara comum.

Gordinho

Esse é o mote do primeiro grande game da Kimeric Labs, o Satellite Rush. Sequestrado contra a sua vontade e cunhado pelos alienígenas de Egomonkey, ele precisa navegar pelos infinitos corredores do satélite Moebius enfrentando poderosos adversários como aliens e robôs programados para matar. E claro, ele precisa também agradar a uma rigorosa audiência presente e fazer um belo show.

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Colhendo novas armas e equipamentos, Egomonkey enfrentará muitos desafios. Porém os maiores deles são os campeões. E eles não serão fáceis. Derrotando-os, você poderá oferecer esta vitória a um dos três clãs patrocinadores da peleja, ganhando recompensas que o ajudarão futuramente. Com um ótimo conceito, remetendo a The Running Man (clássico de Arnold Schwarzenegger), Smash TV e Robotron, além de uma pixel art muito bonita, Satellite Rush tem tudo para agradar aos gamers.

A Kimeric Labs é um estúdio independente baseado no Rio de Janeiro e estão trabalhando ativamente desde 2012. Satellite Rush está no Kickstarter com uma meta de US$18k e na data de publicação dessa nota alcançaram 18% dela. E só para não ficar no gostinho das imagens legais, há um demo que você pode testar o jogo (recomendamos!) e confirmar o seu backing no kickstarter.

Nosso parceiro Splitplay, lançou em pré-venda e entrou no Acesso Antecipado! Todos que comprarem no Splitplay estarão automaticamente ajudando o Kickstarter do jogo e recebendo as recompensas equivalentes aos 5 dólares. Não percam!

Confiram aqui o trailer do jogo e os links pertinentes!

Conheça a Kimeric Labs
Demo do Satellite Rush – Versões PC/MAC/Linux
Página do Kickstarter
– Acesso antecipado do Splitplay

Estão esperando o que? Corram lá!

Resenha: Toren

TorenCAPA
“A torre que todos nós devemos escalar.”


Realidade

Toren3“Vou ter que subir isso tudo?”

Creio que esse é um jogo difícil de falar. Primeiro vamos a ficha técnica. Toren é um jogo desenvolvido pela Swordtales, um time brasileiro de desenvolvedores oriundos de Porto Alegre. E ainda, é o primeiro jogo que se beneficiou da lei de incentivo à cultura (vulgo Lei Rouanet). Uma ótima iniciativa para que os games venham a ser reconhecidos como meio de expressão válido. Coloco Toren no panteão de jogos artísticos intimistas, tais como Braid, Brothers, Journey, entre outros. E como tal, entendo que ele foi muito bem sucedido nesta classe (falarei sobre isso no próximo tópico).

Contudo, me entristece dizer que ele não foi bem sucedido como jogo, entre outros probleminhas. Permita-me explicar.

Toren não apresenta muita variedade tanto em termos de puzzle quanto de batalha. Ambos são muito simples. Ainda assim, devo dizer que apreciei muito os puzzles, foram bem feitos e encaixaram bastante com a temática. Mas a batalha, simplesmente deveria ter sido removida. Além de não agregar nada à jornada em termos de jogabilidade, o comando de ataque é ruim tanto esteticamente quanto de resposta. Para um arqui-inimigo mortal, o dragão faz poucas aparições durante o jogo e raramente é um desafio para o gamer.

Moonchild quando pula parece flutuar nos céus (algumas vezes isso aconteceu de verdade). O pulo estranho aliado a câmera fazem alguns pontos do jogo serem mais complicados do que deveriam. A câmera aparenta ser cinemática, mas atrapalha bastante, mostrando somente o que ela quer que você veja. Os cenários são tão interessantes que a câmera deveria ser mais livre, talvez vista por trás, o que facilitaria mais o progresso pelas telas.

Graficamente percebi algumas inconsistências. Alguns modelos gráficos eram lindos, já outros possuíam baixa resolução ou eram muito achatados. Por vezes fiquei preso no cenário incapaz de me mover. Fiquei até preso no meio de uma queda (fruto de uma câmera mal posicionada), onde a personagem se agarrou a uma plataforma invisível no meio do nada e ficou por lá mesmo.

Agora a música, uma das melhores trilhas sonoras que já ouvi. Encaixou perfeitamente com os momentos focais do jogo. Não tenho palavras para descrever. Realmente é muito boa!

Metafísica

Toren1“Tem um dragão atrás de mim, não tem? Pode falar.”

Há tempos atrás uma torre chamada Toren foi construída. Fruto da ambição humana ela se tornou a própria imagem da corrupção. Condenados a um dia eterno onde o sol está sempre a pino, os seres humanos foram sumindo um a um, até restar Moonchild. Presa e solitária dentro desta torre misteriosa. Guiada por um dos antigos construtores, ela precisa aprender a lutar e a sobreviver para finalmente cumprir com a sua tarefa: subir a torre e enfrentar o dragão negro.

A pequena criança acorda solitária no meio de uma poça de sangue. E assim inicia a aventura. Sutilmente a criança vai crescendo e se desenvolvendo. Recuperando as suas memórias gradativamente, ela se lembra dos ensinamentos do antigo construtor que fala com ela através de enigmas. Meditando em frente às imagens do sábio, Moonchild descobre as emoções humanas e os sacrifícios que ela terá que fazer (ou já fez). Passo a passo chegando cada vez mais perto de seu objetivo.

O desenrolar da história é muito interessante. O gamer acompanha Moonchild durante as diversas fases de sua vida. Sendo facilmente perceptível pela mudança de roupa ou de postura. Tudo isto feito de forma graciosa. Morrer no jogo é um conceito interessante e o gamer mais atento perceberá o papel que isto tem para a história. Eu chamaria isto de spoiler se eu revelasse, portanto prefiro não falar para não estragar. Não existe resposta certa, no entanto, para os conceitos falados no jogo. Nada é dito explicitamente, e muitas vezes a vivência do gamer influenciará na interpretação. E isso é bom. Muito bom. Poderia até listar alguns, mas deixarei ao encargo de vocês.

Aliado a isso tudo, é ótimo ver as mulheres serem representadas mais uma vez nos jogos como protagonistas.

Conclusão

Faço um aviso aqui. A nota apenas reflete as questões que me incomodaram lá em cima na questão técnica. Não chega a ser um jogo quebrado, impossível de se jogar, mas é um obstáculo a mais que atrapalha o gamer na sua imersão nesse mundo incrível.

Dito isto, Toren é uma ótima experiência. Fiquei realmente comovido e imerso na aventura de Moonchild. Sobre a música, nem sei o que falar sobre ela. É sensacional. Combinou perfeitamente com o clima proposto. O final do jogo é de uma poesia absurda, e isso só confirma o que já venho falando: jogos são um meio válido de se expressar artisticamente. Reparem que não mencionei o tempo de jogo, e não foi à toa. Afinal se aprendi alguma coisa no jogo, é que tempo é uma coisa interessante…

Lançado apenas para PC (com a opção da trilha sonora) e PS4 e com um precinho super camarada, não há dúvidas, recomendo a todos esta experiência. E Swordtales, aguardamos ansiosamente o próximo projeto. Conte com o nosso apoio!

Nota: Torenota (2,0 / 5,0)

PS: E fiquem aqui com esta música simplesmente sensacional para acompanha-los enquanto estão lendo esta resenha.

Waltz of the fallen