Artigo: Brasil Game Show 2015 – Povão Championship Edition

Foi extremamente agradável a nossa visita a BGS portando nosso crachá de imprensa, e você pode conferir tudo que rolou nesse dia no meu artigo anterior (clica aqui ó!!), Mas meus amiguinhos, a realidade é outra… A maioria gamer vai no dia da muvuca, no dia onde os joelhos doem de tanto esperar de pé na fila, até que você de tão cansado senta no chão sem pudor. Esse é o dia da festa! Da cansativa e gratificante festa!!! Acompanhe o dia de sábado da feira com nossos repórteres do GCG Cleyton de Souza e Priscila Moura, além de mim, Diogo Moura, que sou povão mesmo!!

Povao1“Equipe afinada.”

Oba! Chegamos na feira vamos jogar logo!!! SQN…

Como fazemos todos os anos, pegamos um avião do Rio de Janeiro para São Paulo no raiar do dia, tomamos o nosso café pingado e vamos direto para a feira. Dia aberto ao público é assim mesmo, tem que chegar cedo!! Chegamos por volta das 10 horas na fila e ela já estava bem grande. Porém, graças ao fiasco na edição 2013 onde esperamos duas horas e meia no sol quente, desde 2014 a fila está muito bem organizada dentro de um galpão próprio para isso. Apesar do tamanho dela e da espera, tudo ocorreu muito bem, a organização mais uma vez teve o bom senso de adiantar a abertura dos portões e todos ficaram bem felizes com isso.

Povao2“Acredite, esse é o início da fila.”

Ao adentrar a feira, o importante é ter velocidade e foco. Decidimos ir direto para o stand da Microsoft jogar o demo do novo Tomb Raider, mas infelizmente, não fomos rápidos o suficiente…

Existem “filas” e “fiiiiiiiiiiilas”

A Microsoft até que organizou de forma consciente as filas no seu stand, porém, mesmo entrando na fila com ela relativamente pequena, nós ainda ficamos uma hora na fila. Mas isso de forma alguma tirou o humor de nossa intrépida equipe. Uma fila bem organizada com tempo definido e número de pessoas fechado deu um dinamismo muito bom e a sensação de que seriamos recompensados no final. Essa sensação poderia ser encontrada em todas as filas no stand da Microsoft que tratou os gamers com respeito e não sofremos mais do que deveríamos.

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Por outro lado, na Sony…

Mais uma vez o que imperou no stand da Sony foi a desorganização. As filas gigantescas estavam separadas por nada mais que uma marcação desenhada no chão e era impossível trafegar em volta do stand já que as filas iam até o meio dos corredores da BGS. Ninguém sabia onde era o fim das filas e alguns não sabiam nem o que iriam jogar ao chegar nas máquinas.

Mas aí você pensa – Bom, se não quero ficar duas horas em uma fila, vou pelo menos ver o jogo… – Mais um aborrecimento, a disposição em que a Sony colocou suas máquinas deixou quase impossível observar os jogos no estilo “papagaio de pirata” já que não havia espaço para chegar perto e olhar, isso só era possível nas máquinas que ficavam nas bordas do stand como o PES 2016 e Until Dawn, mas as novidades como Dark Souls III ficavam escondidas no meio do stand , com uma fila interminável que andava a conta-gotas graças a decisão dos organizadores de “deixar jogar até morrer”, um bom jogador passava quase uma hora jogando enquanto os maus jogadores que morriam rapidamente sempre ganhavam “mais uma chance para o café-com-leite”.

Até mesmo no dia de imprensa estava difícil de jogar. Sony, por favor, mais respeito com os seus usuários no ano que vem. Três anos seguidos indo a feira e as filas na Sony tem os mesmos problemas.

Povao4“Acredite, a fila da Sony estava no meio desse corredor… de novo.”

Preciso alimentar esse corpo mortal

Após a primeira hora na fila, resolvemos comer um lanche básico para aguentar mais algumas horas de pé. A praça de alimentação continuou a melhoria do ano anterior, muito mais espaço com um corredor central bem largo, espaço agradável entre uma banca de alimento e outra e bastante variedade. Sem problema nenhum para arrumar um local para ficar.

O grande problema é que parece que o pessoal responsável pela limpeza diminuiu em relação a edição anterior, a maior parte dos locais livres estava completamente emporcalhada com molho de alguma coisa. Um pouco de atenção nesse ponto seria bem útil.

Outro ponto um pouco desagradável foi a realocação dos banheiros, se era masculino, só havia masculino. Se feminino, somente feminino. Para quem estava acompanhado de alguém do sexo oposto era um problema já que deveria ir um de cada vez e o outro banheiro era de uma distância considerável.

Outro ponto que a organização deveria reconsiderar era a colocação de bancos para descanso. Horas a fio de pé nas filas cansa o joelho de quem tem mais de 25 anos e a única opção para a grande maioria era sentar no chão ou ocupar o lugar de alguém na praça de alimentação.

Povao5

Console wars? Quase isso.

Um ponto que chamou a nossa atenção foi a guerra de preços que as duas grandes redes de lojas estavam travando em seus stands. Nosso repórter Cleyton ficou feliz da vida comprando o seu Metal Gear V: Phanton Pain para PS4 por R$ 139,00. Era possível ver a versão de Xbox One por R$129,00! Destaque também para jogos recém lançados como o incrível Rare Replay que custava R$ 89,00 além de outras boas promoções. Era possível até mesmo conseguir o Assassins Creed Unity por R$ 79,90.

Mas a guerra não se limitou apenas aos jogos, funcionários animados apontavam com orgulho os consoles Xbox One com boas promoções em seus respectivos stands.

Povao6“Podia ser o normal, não é?”

Rua dos Indies!!

Apesar de manterem os Indies em um ponto isolado da feira (atrás do museu dos games e dos arcades), a rua dos Indies parecia mais feliz esse ano, vários desenvolvedores estavam disputando com afinco a atenção dos visitantes com muita simpatia. Existia mais do que o dobro de stands em relação ao ano passado e algumas coisas realmente inovadoras que discutiremos em um artigo futuro.

Incrível como os desenvolvedores nacionais estão conseguindo se destacar e emplacar os seus trabalhos nos consoles da nova geração como o Aritana e o Shiny.

Povao7“Simpatia foi a marca registrada dos indies.”

Uma experiência única

Todo gamer brasileiro deve ir à feira pelo menos uma vez na vida, uma experiência muito divertida e que pode ser única se você estiver com um pouco de boa vontade. Mesmo nas filas você deve se lembrar que todos a sua volta são gamers e que gostam das mesmas coisas que você. Abraço aos amigos Marcelo (youtuber do canal Tudo em Família) e José Victor (Youtuber do canal Zevicttt) que tornaram a nossa fila do Tomb Raider bem menor.

Povao8“Conversar sobre games, um dos prazeres da vida…”

Povao9“Descansando na bonfire.”

Se tudo falhar, leve uma revista ou seu portátil favorito para lhe fazer companhia e lembre-se por mais cansado que você fique no fim, tudo vai valer a pena!!!

Gamer Como a Gente recomenda muito a BGS!!!

Artigo: Brasil Game Show 2015 (Dia da imprensa)

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Estivemos presentes ao dia de imprensa da Brasil Game Show deste ano graças a ajuda de vocês, então vamos trazer notícias para vocês!!! (E jogar é claro, jogar muuuuito!).

Diego Ferreira e eu adentramos a feira deste ano esperando boas coisas, na parte técnica, não há o que ser dito. A infraestrutura funciona muito bem, mas o dia de imprensa sempre é o menos movimentado e não é realmente testado, Estarei de volta no dia 10 de outubro e falarei disso em uma resenha futura sobre o chamado “dia do povão” (que é o dia em que sempre fui e realmente é bastante cansativo). Mais uma vez o stand da Sony está de frente para o da Microsoft, o que exigirá bastante da paciência dos gamers nos dias abertos ao público.

Mas o que? Vamos falar de games? SIM!! Vamos falar de games!!!

Aquecimento Gamer

Ao entrarmos na BGS a primeira coisa que fizemos foi… comer (somos gamers pobretões que não andam de avião, patrocínios são bem-vindos, contatos no site! :p). A praça de alimentação está bem ampla como no ano passado, então não acredito em maiores problemas para quem queira bater uma bóia, indicamos fortemente os hambúrgueres de costela recheados com cheddar vendidos pela O’Burguer, fuja do hot pocket do Bob’s.

Burguer“Cometemos a indelicadeza de não tirar uma foto na hora de comer… mas é igualzinho ao da foto institucional, pode confiar!”

Saciada nossa fome, adentramos pela rua Indie. Mais uma vez os criadores de jogos Indies foram relegados ao “fundão” da feira assim como os videogames eram relegados ao “fundão” na CES (Consumer Eletronic Show), que era onde os videogames eram apresentados antes da E3 . Com dificuldades para expor seu produto em um local tão árido do interesse dos gamers “triple A” e até mesmo da imprensa especializada, destaco o jogo DON’T KILL THE NIGHT, para driblar essa quase segregação o desenvolvedor de som do jogo se vestiu de guerreiro templário e nos atraiu para um belo bate papo. O jogo estava na versão beta mas era bem divertido, com foco nos mobile ele consistia em salvar um bobo da corte que, sem ter mais serventia para o rei, foi colocado em uma corrida de obstáculos mortais vestindo uma armadura de templário. Recomendo a todos uma visita ao Luis (o cavaleiro templário aí da foto) e ao Guilherme que com uma equipe enxuta e bem aguerrida conseguiu desenvolver o jogo em incríveis três semanas!!!

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Seguimos nosso aquecimento visitando o setor de arcades da feira, algumas máquinas tinham comandos imprecisos, mas como não amar e jogar novamente os velhos The King of Fighters, Tekkens e o Daytona!!!!

Fechamos o nosso aquecimento com uma maravilhosa visita ao acervo de vídeo games antigos, foi muito bom ver vídeo games que nunca havia visto de perto e reverenciar novamente o meu querido MEGA DRIVE!!

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Outro ponto positivo é que pude testar os óculos de realidade aumentada da Samsung no stand da Saraiva e tive uma das melhores sensações da minha vida. Por um problema de formação nos olhos, eu não consigo enxergar o 3D dos cinemas por exemplo. Coloquei os óculos já pensando no pior, jamais conseguiria aproveitar mais essa tecnologia, mas para minha surpresa eu fui inserido em uma belíssima cena de batalha do novo filme dos Vingadores e pude perceber que os óculos compensam o meu problema de visão! Me senti como um deficiente auditivo que volta a escutar com a ajuda de um aparelho, não esquecerei esse momento jamais!!

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Começando com boas notícias e algumas não tão boas assim…

Depois de me estressar com uma máquina de Forza 6 que não funcionava direto (vamos consertar isso aí Saraiva!) fomos até o stand da Microsoft, e por incrível que pareça o nosso coração foi conquistado não pelas suas novidades triple A, mas por um jogo simples e divertido que Diego Ferreira cunhou como “Contra com gráficos divertidos”, CUPHEAD!!

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As nossas expectativas foram totalmente correspondidas quando jogamos a demo do jogo com batalhas apenas contra chefes, jogabilidade perfeita, ambientação incrível e um senso de humor refinado faz com que esse jogo seja obrigatório para usuários de Xbox One.

Jogamos também o Rare Replay e logo o jogo mais difícil de todos os tempos BATTLETOADS!!!

Apesar de não haver nenhuma melhoria nos gráficos de NES, a jogabilidade ficou excelente no controle moderno do Xbox One, com certeza um “must have” para os usuários do console.

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Em meio a Halo e Gears of War Collection, encontramos um tesouro em uma tumba escondida, mas a cereja do bolo fica para o final…

 Um encontro e boas impressões de organização

Para mim, sendo a empresa com stand mais desorganizado do ano passado, a Sony parece ter aprendido algumas lições para castigar menos os seus fãs. Agora as partidas tem um tempo pré-definido na maioria dos jogos e você não fica absurdas duas horas esperando o outro gamer morrer jogando Far Cry 4. Embora a espera para jogar Dark Souls 3 ainda esteja absurda!!

Falando nele, a demo do jogo nos mostra gráficos realmente cunhados para a nova geração. Belos efeitos de luz e sombra e movimentos mais fluidos, lembrando muito Bloodborne, fazem com que esse seja Dark Souls mais rápido de todos os tempos em relação ao combate. Para nós que somos fãs recentes da série (Graças ao nosso mestre platinador Rodrigo Estevão), parece ser um título imperdível.

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Imperdível também é Star Wars Battlefront, jogando o modo Survival, exatamente como Rodrigo Estevão jogou na EGS mexicana (Confira aqui), pude ver uma jogabilidade mais fluída do que o próprio Battlefield e gráficos impressionantes. Armas estão bem legais e é um jogo bastante convidativo, pode-se usar a visão de terceira pessoa (excelente para quem sente náuseas como o Diego Ferreira) e usar também a primeira pessoa, mas o ponto alto é que você pode alternar tudo isso in game sem precisar entrar em menus chatos. Isso ajuda na velocidade do gameplay já que é possível usar primeira pessoa para uma melhor precisão de tiro e usar rapidamente a terceira pessoa para facilitar batalhas contra armas maiores como os AT-STs (vai dividir minha atenção com o novo CoD com certeza).

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Mirando o novo Street Fighter 5, acertamos nossos olhos no novo game dos Cavaleiros do Zodíaco. Diego esperava mais do mesmo e eu esperava apenas gráficos melhorados, mas o que vimos foi um jogo de luta competente e divertido. Não pode se dizer que seja um jogo de luta técnico, mas o sistema de combos ficou bem interessante para quem não quer ficar horas a fio aprendendo as manhas do jogo. Gráficos lindos e jogabilidade livre que lembra o clássico do Dreamcast Powerstone fazem com que esse jogo seja mais do que um captador de dinheiro dos fãs. Destaque para as animações dos golpes finais que lembram muito alguns ângulos de cena utilizados por Kurumada nos mangás. Recomendado!

Após uma divertida apresentação do Yoshinori Ono – produtor da série Street Fighter – pulamos direto na fila para jogar Street Fighter V e sermos os primeiros do mundo a jogar com a mais nova brasileira da franquia. Laura tem seus atributos bem… brasileiros, e sua jogabilidade é muito boa em combate. Rápida e precisa nos contra ataques, Diego Ferreira conseguiu uma apelativa vitória sobre mim e escutarei isso por um bom tempo…

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Apesar de achar Street Fighter IV um bom jogo, ainda sentia nele algo preso na jogabilidade, mas essa sensação desapareceu na nova versão. Gráficos fluídos e efeitos visuais casam perfeitamente com uma jogabilidade linda e que enche o nossos olhos. Detalhes como os movimentos e as roupas se mexendo de acordo com os golpes são de um perfeccionismo impressionante. Com certeza é obrigatório para todos os usuários de PS4.

A cereja do bolo…

O dia já terminava e nos preparávamos para ir embora quando vimos uma fila ao lado do stand da Microsoft que quase nos passou despercebida. Próximo da simpática cosplay de Lara Croft, a fila mais parecia ser uma apresentação em vídeo do novo jogo do Tomb Raider, assim como tivemos do Witcher e Dragon Age no ano passado. Mas ao adentrar na sala que lembrava uma tumba, tivemos a melhor surpresa da noite.

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Uma demo jogável de Rise of the Tomb Raider para Xbox One.

Que forma memorável de terminar o dia. Gráficos atualizados e bem superiores ao definitive edition do jogo anterior, jogabilidade perfeita e uma movimentação de câmera tão rápida e precisa que chegava a assustar. As armas conhecidas do jogo anterior como arco e flecha não estavam disponíveis, a demo focava mais em explorar do que no combate. Mas ainda assim foi a grande experiência que tive na noite, algo para os caixistas se orgulharem (apesar de ouvir sempre Rodrigo Estevão repetir a palavra “temporário” na minha cabeça…).

Vale a pena ou não vale?

Melhorando um pouco a cada ano, a BGS se tornou um evento obrigatório para os gamers do Brasil. É a quarta vez que vou ao evento e, apesar do cansaço do final do dia, compensa e muito! Aproveite o feriadão e se delicie nesse mundo fantástico, Gamer Como a Gente recomenda!!