Resenha: Until Dawn

Until1


Origem do terror

Quando descobri sobre esse jogo, a primeira memória que me veio a cabeça foram os saudosos filmes de “terror adolescente” do final da década de 90 e início do milênio, Pânico, Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, Prova Final, Premonição entre outros. Após joga-lo, tive a certeza de que a Supermassive Games foi nessa fonte beber a inspiração. A Supermassive é um estúdio inglês que até o lançamento de Until Dawn não tinha feito nada de expressivo no mundo dos games. Salvo o remaster do primeiro Killzone para a sua inclusão no Killzone Collection.

Until4“Vamos todos juntar os dedinhos e fazer um jogo.”

Ou seja, esse é o primeiro jogo de calibre do estúdio. Suas pretensões técnicas se equivalem aos games da Quantic Dream. Trazendo alguns atores de certo renome, tais como Hayden Panettiere (save the cheerleader, save the world), Peter Stormare (você sabe quem é, mas não consegue citar um filme que ele fez) e Rami Malek do seriado Mr. Robot. Os demais atores são desconhecidos do grande público, mas isso faz parte do gênero. E na verdade nem comprometem, acrescentam bastante (mesmo não sendo tão bons assim).

A história é bem básica, adolescentes se reunem em um chalé na montanha para aprontar e acabam sendo vítima de horrores inomináveis. Após um acidente que marcou a todos, a turma se junta no aniversário do ocorrido para tentar rememorar e aceitar o que aconteceu. O que vemos em seguida é uma sucessão de clichês do gênero, até bem executados, mas um pouco telegrafados. E cabem aos adolescentes sobreviverem até o amanhecer (Until Dawn). Será que conseguem?

Parece, mas não é

Until2“RPG?”

Apesar da premissa simplificada, o jogo até que apresenta features interessantes que rivalizam com os seus pares (jogos da Telltale, Quantic Dream e similares). O gameplay é calcado no conceito do efeito borboleta. Cada decisão que você toma, pode gerar consequências na história. Até aí não parece muita novidade, visto que este conceito já vem sido utilizado nos demais games do gênero, entretanto aqui parece ter uma relevância maior, pelo fato do escopo da história ser menor. As escolhas são monitoradas numa tela específica no menu.

Como não poderia deixar de ser, existe um território indígena nas redondezas do chalé. E para afetar o destino dos personagens, totens estão espalhados os quais mostram possíveis futuros dos mesmos, seja sorte ou azar. Com isto, o jogador pode antecipar alguns momentos e tentar evitar o pior. Ou não. Completando os totens, o jogador terá acesso a um video que mostra o background de um dos mistérios do jogo.

Outro ponto interessante, e para fazer o melhor final do jogo, existe um pequeno sistema de pistas que estão escondidas (que brilham quando você chega perto) nos cenários. Alguns são passíveis de perder dependendo do momento do jogo. São 3 mistérios envolvendo diversas pistas. É um conceito interessante que dá um toque legal ao enredo, o jogador vai descobrindo o que está acontecendo ao mesmo tempo que os personagens. Além das pistas, há uma espécie de inventário (mas não acessível pelo menu) onde os personagens carregam diversos itens que podem afetar o seu futuro. Complementando com dois aspectos puramente cosméticos. Um é o status de relacionamento dos personagens entre si, conforme as conversas os personagens podem se odiar ou não. O segundo é uma espécie de traits, que também são afetados pelas decisões daquele personagem. Interessante, mas não relevante.

O gameplay é bastante semelhante aos jogos da Quantic Dream, utilizando os analógicos para performar diversos movimentos que em tese imitam a realidade (não). Além de, é claro, os já consagrados quick time events. A novidade no sistema é o do not move. Em certos momentos de tensão do jogo você tem que manter o controle estático para que algo horrível não ocorra. É bem interessante, porém a sensibilidade é muito alta, qualquer besteirinha aciona e você perde o evento. O ideal é deixar o controle em cima de uma superfície plana. Como o jogo não tem game over é frustrante perder um personagem por causa de uma mexidinha.

Sustinho

Until3“Decisões difíceis te esperam durante o jogo!”

Until Dawn é um jogo bem competente que utiliza muito bem os clichês do gênero de terror, incluindo atuações sofríveis. Que se agravam ainda mais quando se coloca o jogo dublado em portugês. Cabe destacar que o jogo se resume a um playthrough apenas, há nenhum incentivo para jogar novamente, mesmo que seja para salvar todos os personagens ou pegar aquela pista que faltou. A trilha sonora é boa, gerando o clima certo para as cenas principais do jogo. Vale a pena para quem gosta de terror e jogos com gameplay semelhante, mas não paguem o preço cheio no jogo.

Nota:UntiNota (3,0 / 5,0)

Um comentário sobre “Resenha: Until Dawn

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