Resenha: Beyond Two Souls Remastered

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Sonho Quântico

David Cage tem um sonho. Ele quer ser um cineasta, mas Hollywood não deixa, então ele tenta com os games. Ele nos vem brindando com esse amálgama entre história e interação desde Indigo Prophecy (ou Fahrenheit), que foi muito bem recebido pela crítica e jogadores. O foco dos seus jogos é em contar histórias, emoções genuínas e inovação, cunhando o termo “drama interativo”.

Em 2013, saiu Beyond Two Souls com dois grandes nomes do cinema: Ellen Page e Willem Dafoe. Praticamente anunciado como um filme, o seu debut foi no Tribeca Film Festival dando assim o respaldo que o seu criador desejava. Porém não alcançou a resposta que estava esperando, polarizando bastante os gamers e críticos.

Em pleno 2015, a Sony com o seu já esperado movimento do raio remasterizador lança a versão de PS4 do jogo. Vamos ver o que aconteceu?

Ligados por um fio

Antes de mais nada a versão de PS4 corrige um problema muito grave na versão de PS3. A história era contada não em ordem cronológica, mas sim em uma ordem aleatória maluca que o David achou que nos causaria maior impacto (dica: não.) Agora há a opção de iniciar o jogo na ordem dos acontecimentos que vão desde a infância de Jodie até o fim do jogo.

Em termos gráficos, a versão de PS3 já era bem bonita e agradável, o remaster fez o favor de aparar as arestas e deixar muito mais bem polido. Não chega a ser um mar de diferença, mas é o suficiente para se notar. Quem não jogou a versão anterior, fica com a sensação de jogo de início de vida de um console.

B2S conta a história de Jodie (Ellen Page), uma menina que desde a sua infância se vê atormentada pela eterna companhia de Aiden, um suposto espírito que a acompanha em todos os momentos. Aiden está ligado a Jodie por um fio etéreo que o player vê sempre quando entra em seu ponto de vista. Durante um ataque de “bichos-papões”, os pais de Jodie a entregam para o DPA (sigla em inglês para o Departamento de Atividade Paranormal), comandando por Nathan Dawkins (Willem Dafoe). Uma espécie de programa militar onde são estudados os efeitos misteriosos advindos do Infraworld (mundo do Sauron).

B2S1Olho de Sauron fazendo uma pontinha no jogo.

B2S controla da mesma maneira que o seu antecessor, Heavy Rain. Exploração de forma lenta nos cenários, com personagens confusos sem saber para onde ir por causa da péssima resposta do controle. A interação se dá pelos displays de comando na tela que se apresentam. Até que funcionam bem para caracterizar os diferentes tipos de pressão no botão: segurar, apertar em sequência ou apertar uma vez. Em adição a isto, você pode fazer movimentos com o controle, ou girando os analógicos para alguma direção. É bem interessante, devo dizer.

Além de controlar Jodie, você pode apertar o botão triângulo e controlar Aiden em sua visão de primeira pessoa. Dessa forma você pode interagir com alguns objetos (como um poltergeist), ouvir conversas alheias, enfrentar monstros, possuir pessoas e esganar pessoas; sendo essas três últimas totalmente scriptadas.

Além de duas almas

Mesmo com a alteração da questão de ordem cronológica, B2S ainda fica com aquela sensação de que os cenários são uma colagem de acontecimentos e não uma sequência. Até entendo que o objetivo seria o de criar empatia ao colocar momentos-chave na vida de Jodie. Mas fica difícil, quando muitas das vezes só vemos os personagens algumas poucas vezes de novo, se os vermos. Ainda assim em alguns cenários rola o clique e de fato há uma certa profundidade. Também alcançada pelas ótimas atuações de Page e Dafoe, porém não posso dizer o mesmo dos outros personagens (e atores) secundários.

Na jogabilidade, acho curioso que muitas críticas focam em que os jogos da Quantic Dream não têm nada para fazer e que é só andar de um lado para o outro. Mas as mecânicas são bem legais (principalmente se colocar no “hard“). Ao passo que essa questão não é levantada nos jogos da Telltale, Life is Strange e demais semelhantes.

Outra diferença na jogabilidade entre versões, é que nesta de PS4 há uma moção de controle na diagonal que não sei porque não pensaram antes. Devo destacar, entretanto, que muitos cenários, sim, focam em atividades mundanas (tipo o Heavy Rain) que podem chatear alguns gamers. Além das lutas, há até mesmo uma seção stealth, que funciona muito melhor do que a apresentada em Life is Strange, diga-se de passagem.

B2S2Então, aqui em Metal Gear V: Phantom Pain, vemos Snake… jogo errado.

Se você não jogou nenhum jogo da Quantic Dream ou até a mesmo versão de PS3 de Beyond Two Souls, digo que é uma experiência que se deve ter. Mesmo com os poréns que eu levantei. Agora, se você já jogou, não há muitos motivos para jogar novamente (vai entender porque eu o fiz…).

Nota: b2soulsnota(2,5 / 5,0)

2 comentários sobre “Resenha: Beyond Two Souls Remastered

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