Artigo: Microsoft, Epic Games e o conto da roupa que só as pessoas inteligentes podem ver

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Olá amigos gamers!

Como de costume, estava eu nas discussões semanais com outros gamers quando discutimos sobre a minha resenha que aponta os erros da Microsoft em relação a sua postura na guerra dos consoles (Não leu? Clique aqui ó).

No calor da discussão, meu amigo Tiago Guzzo, também colunista deste tão amado site, levantou uma questão a princípio sem importância, mas que ficou de certa forma latente na minha mente:

“Não é possível o que eles estão fazendo liberando seus exclusivos para PC, ou eles são muito burros ou são tão inteligentes que a gente não consegue entender.”

Eu estava bem inclinado a pensar na primeira opção, até o pessoal da Epic Games abrir a caixa de ferramentas contra a turma do tio Bill.

Para vencer uma batalha, crie um engodo

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Lá pelos idos de 1998, a Microsoft criou o software para jogos que era pouco atraente aos desenvolvedores, o Direct X. Para provar que o software era totalmente funcional para o desenvolvimento de games, a Microsoft criou um console totalmente voltado para a utilização deste software. Assim nascia o primeiro XBOX.

Em um mercado dominado pela Sony, era de se esperar que a Microsoft fosse ser completamente agressiva para pelo menos igualar sua posição no mercado de games, porém, três gerações de consoles se passaram e o que vemos é uma postura quase passiva da empresa sob a soberania sonysta.

Mais absurdo ainda é entender essa postura verificando o histórico de negócios da Microsoft.

No mesmo ano do início do desenvolvimento do XBOX original, Bill Gates sofreu uma série de processos sobre criação de monopólio sobre os softwares de PC. O Windows dominava 90% do mercado no ano de 1998 e nenhum de seus concorrentes conseguia ter uma parcela agressiva de mercado naquela época.

Como então eles se convenceram de que o segundo lugar era bom no mundo dos consoles? Não seria uma estratégia quase suicida fazer com que o Xbox One cedesse seus exclusivos para a plataforma de PC?

Pense novamente depois de ler as acusações de Tim Sweeney, chefe da Epic Games, criadora da séria Gears of War.

Será mesmo que o rei está nu? Ou não conseguimos ver a realidade?

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Segundo Sweeney publicou no seu editorial, a Microsoft move silenciosamente as suas plataformas, incluindo aí o Xbox One, para a Universal Windows Platform (UWP). Na prática, a Microsoft estaria dizendo que para você baixar um aplicativo para o seu Windows, você teria que ter a permissão da UWP. Sweeney acusou a Microsoft de estar usando uma jogada mais agressiva do que a dos anos 90 para monopolizar o mercado de softwares, incluindo aí meus amigos, o de games para PC, que somente poderiam ser vendidos exclusivamente pela Windows Store.

Rebatendo a crítica, Kevin Gallo, Vice-presidente corporativo do Windows, disse que o UWP é um ecossistema livre e que todas as pessoas poderão instalar em seu PC produtos não publicados pela Windows Store.

Agora pensemos juntos amigo gamer

Se a Microsoft consegue o seu intento de ganhar royalties sobre todos os programas instalados no Windows 10 por meio do UWP, ela se tornará monopolizadora de todos os jogos que rodarão no seu PC. Se você detém esse tipo de poder, você pode ditar o mercado, se você dita o mercado, você pode criar uma ou outra facilidade para seu dependente.

Isso me remete a Nintendo na década de 80, quando não só liderava o mercado como esmagava a concorrência quase de forma desleal utilizando as rédeas curtas nos seus desenvolvedores.

Se a Microsoft jogar certo com o seu UWP, pode ser que em um futuro próximo os jogos já sejam criados pensando na programação do ecossistema da Microsoft e assim dificultando a programação em plataformas rivais. Ou então a Microsoft levaria alguma parcela sobre os jogos comercializados até mesmo para jogos publicados para o Playstation que utilizassem como padrão o seu pacote de desenvolvimento.

Talvez estejamos olhando para o fracasso dos consoles e ele seja apenas um engodo escondendo as reais intenções da Microsoft, que pode monopolizar o mercado de games de PC que correspondem a mais de 60% do market share de games no mundo!

Será mesmo que o rei está nu?

3 comentários sobre “Artigo: Microsoft, Epic Games e o conto da roupa que só as pessoas inteligentes podem ver

  1. Ótima discussão, e vai mais além. Por onde os jogos serão distribuídos? A MS anunciou que o novíssimo exclusivo Quantum Break não será disponibilizado via Steam, sendo um exclusivo da loja da Microsoft. Será esse o primeiro passo?

    Curtido por 1 pessoa

    • Essa declaração da EPIC Games faz muito sentido cara… Isso explica muito da passividade da Microsoft em responder de forma agressiva o Marketing da Sony. Se remetermos ao início de tudo, o Objetivo deles sempre foi vender Direct X, então se eles provam que é um pacote funcional de desenvolvimento, o próximo passo é fechar o Ecossistema do Windonws para te obrigar a usar. Titio Bill bateu palmas…

      Curtido por 1 pessoa

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