Resenha: The Witcher 3 – Hearts of Stone

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Coração de pedra e carteira de plástico

Ué, o jogo acabou de sair e já tem DLC? Não deveria ter saído junto com o jogo originalmente?

Pois é amigo gamer, é sempre este questionamento. Quem se lembra das velhas expansões de outrora sabe como a indústria evoluiu ao contrário. Hoje temos figuras como DLC de primeiro dia, microtransações, DLC da armadura de cavalo e por aí vai. A palavra expansão foi substituída por esse conteúdo baixável que pode ser de qualquer origem e tamanho.

Então por que diabos eu vou querer este Hearts of Stone?

Bom, para começar, acho louvável a estratégia de diferenciação da CD Projekt Red chamando logo de cara de expansão. E ela não está errada.

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Já surpreendendo, além da versão digital, existe uma versão física da expansão que vem com o código para download (óbvio), mais dois decks completos de Gwent, os símbolos do jogo e um pacote de colecionador! Muito legal! E dá para achar no Brasil também, embora os preços não sejam tão agradáveis assim. Saindo em média por R$130, e a versão digital R$30. Cabe a você decidir quanto vale o restante do pacote. Mas mesmo assim, ótima iniciativa!

Dá uma bitoca nessa sapo, bombonzinho!

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Existem 3 maneiras de se começar a expansão. Pode ser pós fim do jogo, pode ser no meio do jogo ou pode-se começar direto do menu. Todas envolvem estar no nível 30 ou acima. E acredite, tem que estar mesmo. Para você que se preocupa em termos de coerência, não há problema em jogar tanto depois quanto no meio do jogo. O texto é meio inócuo nesse sentido, e apenas duas referências ao jogo principal aparecem. Começar direto do menu é uma opção válida, porém te entrega um Geralt default para brincar.

Independente disso, a quest se inicia de uma forma simples, no quadro de avisos. Olgierd Von Everec deixou um pedido de recompensa para quem matar a fera do esgoto que está assolando Oxenfurt. A partir daí, Geralt se encrenca muito mais ao descobrir o que era essa fera, e que Von Everec é um homem incomum, ele não morre. Revelar mais do que isso estraga bastante o prazer de descobrir essas coisas sozinho. E acredite, a trama vai muito além e a estrutura das quests é muito interessante. Tenho certeza de que você vai reconhecer algumas que foram usadas em outros jogos.

Prepare-se para cenários muito interessantes, ótimos diálogos e inimigos muito, mas muito ferozes mesmo! Se você achou o jogo principal muito fácil e que faltaram chefes; essa expansão vem com muitos adversários interessantes e variados. E eles vão exigir o máximo da sua capacidade. Mesmo o mais simples javali pode te derrotar (e eu sei disso!).

Para auxiliar nesse combate novo, a expansão traz o conceito das Runas. Essa é uma quest iniciada logo no início da aventura. Mas deixo avisado que ela custa caro. Muito caro. E qual é a vantagem das Runas? Elas funcionam como encantamentos, mas destroem os slots que você já usa tradicionalmente. Isso significa que você não as podem reaver. A ideia é que as runas se usadas da forma correta e na ordem esperada, aumentam ainda mais o poder da sua armadura ou espada. Como exemplo, usar as pedras de amolar e a tábua de armadura que normalmente dão bônus temporários quando usadas, tendo a combinação certa de runas, esse bônus é permanente.

A aventura é bastante longa e pode durar umas boas 10 horas. Além da quest principal, há novas quests secundárias e tesouros escondidos. Fora as novas interrogações acrescentadas ao mapa de Velen. Para quem espera uma continuação do jogo principal, fica o aviso de que não se trata de tal coisa. É uma aventura totalmente nova, com personagens novos, no mesmo mundo é claro. Não preciso nem dizer que continuam as ótimas dublagens em português e não só isso, são muitas horas de diálogo.

Como conceito, eu acho que as empresas podem aproveitar os seus jogos. E aumentar a sua longevidade. Não dizendo que se trata de um “mundo aberto” que às vezes é bem vazio. E você passa o tempo todo recolhendo penas. Mas sim oferecendo novas aventuras dentro daquele universo. Eu poderia continuar jogando 3 ou 4 expansões assim do The Witcher 3. Não precisa sair um jogo novo correndo. Sabemos como é custoso fazer um jogo dessa magnitude e aproveitar os assets que já estão prontos e disponíveis para uso é no mínimo inteligente.

Querem conhecer mais o The Witcher 3: Wild Hunt? Confiram aqui o nosso material:

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Resenha

Nota:  HoSNota (5,0 / 5,0)

Um comentário sobre “Resenha: The Witcher 3 – Hearts of Stone

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