Resenha: Sherlock Holmes : Crimes & Punishments

sherlock 0

Elimine o impossível, e o que restar, por mais improvável que pareça, deve ser a verdade.


O MAIOR DETETIVE DO MUNDO

Criado em 1887 por Sir Arthur Conan Doyle, Sherlock Holmes é considerado por muitos o maior detetive do mundo. Já não é de hoje que o personagem transcendeu os livros e ganhou vida em diversos outros meios de comunicação. Obviamente, não podia ser diferente com os videogames.

Porém, engana-se quem pensa que o raciocínio arguto do detetive ou a longeva relação com seu grande amigo Dr. Watson apareceram nos games somente nos últimos anos. Desde os anos 80 nosso amigo britânico já estava resolvendo seus mistérios virtuais. Entretanto, falta no universo gamer algum jogo que fielmente retrate as habilidades detetivescas de Sherlock e que faça com que o player se transforme no maior detetive o mundo (e, obviamente, eu não estou me referindo a palhaçadas como esta aqui)

Ou melhor, faltava.

Lançado para Windows, PS3, PS4, X360 e XOne em Setembro de 2014 pela Frogwares, Sherlock Holmes: Crimes & Punishments veio para quebrar paradigmas. O jogo se passa em Londres por volta do final do século IXX e acompanha os passos de Sherlock enquanto ele (ou melhor, você!) decifra 6 mistérios dignos da imaginação de Conan Doyle, que vão desde um cruel assassinato em uma sauna até um enigmático desaparecimento de um trem!

Sherlock Holmes: Justiça Cega!“Resolvendo os mais intricados mistérios de olhos vendados”

PREPARE SUA LUPA E SEU CACHIMBO

O gameplay funciona de um jeito bem simples. O jogo consiste essencialmente em visitar as várias cenas de crimes coletando diversas pistas espalhadas, resolvendo puzzles e interrogando suspeitos e testemunhas.

Para realizar esse trabalho de detetive o jogo conta com uma série de mecânicas de investigações que inserem o jogador ainda mais na atmosfera da trama. Usando as habilidades de percepção durante os interrogatórios, por exemplo, você poderá notar detalhes físicos e de personalidade que serão imprescindíveis para descobrir se os suspeitos estão ou não falando a verdade. Por outro lado, através da imaginação do Sherlock, você poderá reconstruir a cena do crime, visualizando o que ocorreu ali momentos antes. Utilizando o talento de detetive, você poderá descobrir pistas que pessoas normais não descobririam.

Uma vez coletadas, as pistas do caso serão dispostas em um painel (deduction board, no original), onde o player poderá conectá-las, criando deduções. Essas deduções poderão então ser interpretadas e vinculadas entre si, gerando um pensamento encadeado que solucionará o mistério. E é nesse momento em que o jogo brilha.

Dependendo da forma como o jogador conecte as pistas e interprete as deduções que acha ao longo dos casos, o raciocínio levará a conclusões diferentes para cada trama. Cada caso a ser resolvido tem diversas soluções e finais para serem descobertos. Descobrir o final correto depende do quão bom detetive você é!

Além disso, após solucionar um caso, o game ainda te proporciona uma escolha moral. Cabe a você ser o juiz, júri e executor e escolher se o culpado deve ser condenado ou absolvido pelo crime que cometeu. O marinheiro deve ser enforcado pelo assassinato a sangue frio? A donzela estava agindo apenas em legítima defesa e deve ser libertada? Cabe a você decidir!

Vai tomar um banho, Cascão! “Consigo ver pelas suas remelas que você não lavou o rosto, larápio!”

NEM TUDO SÃO FLORES

Infelizmente o game peca em alguns pontos, mas nada que comprometa a jornada. A apresentação gráfica poderia ser um pouco mais polida na versão de PS3 – não vá jogar esperando o primor gráfico de um blockbuster triple A como Last of Us ou GTA V, por exemplo. Felizmente, o mesmo não ocorre nas versões de PC e PS4, onde Sherlock pode realmente mostrar a que veio.

Outra coisa que chega a incomodar é o tempo de loading. Cada vez que você transita entre um local e outro – e isso acontece com bastante frequência enquanto você procura pelas pistas – você será obrigado a ficar vendo Sherlock e Watson passearem de carruagem pelas ruas de Londres. O problema não chega a ser tão grande quanto em jogos como Metal Gear Solid 4, mas com certeza o tempo de espera pode deixar alguns gamers mais impacientes bem frustrados.

Já Chegou? ... E agora? ... E agora? .... E agora? “Aí Sherlock, já tá chegando? Quanto tempo mais a gente vai ter que ficar dentro dessa carruagem?”

ELEMENTAR, MEU CARO GAMER

No final das contas, Sherlock Holmes: Crimes & Punishments consegue fazer o que L.A. Noire, por exemplo, não conseguiu: trazer para o universo gamer uma verdadeira aventura de detetive. Os puzzles que permeiam o jogo são bem variados e o clima de mistério se mantém durante toda a aventura.

Os fãs do universo criado por Conan Doyle também irão se sentir em casa. A influência literária é forte e o jogador não deve se surpreender ao encontrar rostos familiares como Mrs. Hudson, a senhoria do número 221B da Baker Street, ou Mycroft Holmes, o irmão mais velho do nosso detetive favorito. Ponto pra Frogwares!

E fica a dica: Se você for assinante da PSN Plus, o jogo está de graça para PS3 até o fim de Março de 2015! Corre lá!

Com gameplay inovador e desafios sofisticados, Sherlock Homes Crimes & Punishments não só pode ser considerado o melhor jogo do Sherlock já feito, como também um dos melhores adventures lançado nos últimos tempos.

Nota: sherlock nota    (4,0 / 5,0)

Um comentário sobre “Resenha: Sherlock Holmes : Crimes & Punishments

  1. Pingback: De graça? Até jogo bom! Edição Março 2016 | Gamer Como A Gente

Abra seu coração gamer

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s