Resenha: Grandia

Grandia LogoLançado em 1997 para rivalizar com Final Fantasy VII, esse grande jogo da Game Arts chegou primeiro ao console Sega Saturn e apenas em 1999 para Playstation. A história nos traz a fascinante trajetória de Justin, um adolescente que quer encontrar uma grande aventura e seguir os passos de seu pai! A primeira vista parece um enredo simples, mas ao longo dos dois CDs do jogo podemos perceber porque ele é um dos mais queridos da era 32 bits!


Aventura!

Grandia 1

Logo de cara conhecemos dois dos personagens mais carismáticos do game. O herói/travesso/impulsivo/projeto de aventureiro Justin e a sua grande amiga Sue, que apesar de ser mais jovem é a grande consciência que freia as impulsividades do protagonista. Uma amizade retratada com muito humor onde é muito evidente o sentimento de carinho entre ambos. Justin sempre quis seguir os passos do pai e se tornar um grande aventureiro. Porém, participava de explorações infantis, como a primeira grande “quest” do jogo sugere, nos levando a encontrar diversos objetos para evitar o “casamento forçado” de Sue.

Mas tudo muda quando Justin recebe a permissão do curador do museu para adentrar escavações de uma antiga ruína e se depara com uma porta cuja chave é a pedra esmeralda que carrega. A única lembrança de seu pai. Lá eles encontram o holograma de uma mulher chamada Liete, que pede que eles encontrem a cidade de Alento e ajudem a acabar com um grande mal.

Esse é o ponto de partida para a história majestosa e cheia de aventuras de Grandia! Justin, Sue e mais a frente a experiente aventureira Feena viajam por um mundo vasto, cheio de personagens cativantes e perigos incríveis como a obscura força militar Garlyle.

Defenda-se aventureiro!

Grandia battle

O sistema de batalha de Grandia é um dos sistemas mais inovadores de todos os tempos. Nada de turnos pré-definidos aqui, o que temos é a barra de IP (Initiative Point). Todos os inimigos são apontados nesta barra e quando eles chegam à zona de Act podem escolher a sua ação (atacar, defender, usar itens, magias, etc.), muitos jogos utilizaram esse sistema posteriormente e o mais atual é o Child of Light da Ubisoft.

Esse tipo de sistema de batalha é bastante divertido no sentido de criar estratégias de ataque e defesa, alguns personagens já começam com magias, mas para adquirir mais delas é necessário encontrar os Mana Eggs espalhados pelo jogo. E são bem raros…

As Skills dos personagens também são muito bem elaboradas e os sistemas de melhoria são complexos o suficiente para te fazer evoluir os aspectos de forma uniforme, já que skills mais avançadas exigem uma combinação de nível de armas e magias.

As batalhas não são aleatórias, os inimigos são completamente visíveis na tela e existem variações do inicio do combate que influenciam na estratégia tomada, se eles tocarem seu grupo primeiro pelas costas, você sofre uma emboscada e vice e versa.

Olha a bússola!

Grandia JF

Um dos grandes problemas para quem joga é a câmera livre do jogo. Apesar de bem detalhado nas cidades, os gráficos nas dungeons do jogo são bastante parecidos nas diferentes áreas e por muitas vezes você fica perdido apenas por rotacionar a câmera e esquecer para onde estava indo. Vale a pena observar a bússola no canto superior direito, ela sempre aponta para a entrada ou para a saída da dungeon, variando de acordo com o botão pressionado (L2/R2 do PS1).

Outro ponto que te obriga a pensar e muito é a limitação de inventário, cada personagem só carrega 12 itens e caso tenha estourado o limite você pode ter que descartar um item importante. No entanto, existem baús, geralmente em hotéis, que você deposita seus itens a la Resident Evil.

Bela jornada!

Grandia tem de sobra aquilo que falta para muitos jogos atuais, alma. Apesar de ter gráficos datados, algumas ideias como o apurado sistema de batalha, personagens carismáticos, inimigos interessantes e até mesmo o simpático sistema de conversa entre os personagens durante as refeições ou acampamentos, que ajuda a descobrir a intimidade dos personagens, cria uma identificação ainda maior com o jogo. Além disso, as cutscenes em anime são um belo complemento ao conteúdo do jogo. Vale muito a pena ser jogado e está disponível na PSN americana como Clássico do PSOne.

Nota: Grandia nota (4,5 / 5,0)

Um comentário sobre “Resenha: Grandia

  1. Pingback: Resenha: Child of Light | Gamer Como A Gente

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